2011-01-03

 

Hungria: entidade reguladora governamental reintroduz "censura"



Na Hungria, foi aprovada uma lei que fixa multas até 750 mil euros aos autores de notícias que "não sejam politicamente equilibradas", ofendam a "dignidade humana", "o interesse público" ou a ordem moral".


A interpretação e aplicação de tais conceitos e normas competirá à nova entidade reguladora - e aos seus membros, todos nomeados pelo Governo - aplicando a respectiva punição a televisões, jornais, rádios e até blogues, mesmo aos que operam fora do país.

Os reguladores podem também ter acesso às notícias antes da sua publicação e os jornalistas ficam obrigados a revelar as suas fontes quando esteja em causa a "segurança nacional".

Fonte: Público


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2010-02-20

 

Controlo social


"Tirania e Liberdade Lado a Lado


Não há dúvidas de que se pode dizer que a tirania suprime e aniquila a liberdade - mas, por outro lado, uma tirania só pode ser possível, quando a liberdade se domestica e se volatiliza no seu conceito vazio.

O ser humano tende a confiar no aparelho político ou ainda a submeter-se-lhe, quando devia haurir das suas próprias fontes. O que é uma falha em imaginação. Ele tem de conhecer os pontos nos quais não pode deixar que a sua decisão soberana seja negociada. (...)"

Ernst Junger, in 'O Passo da Floresta'



Numa democracia, a indiferença, a apatia e a falta de exercício responsável das liberdades abrem caminho a novas formas de condicionamento dos cidadãos.


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2010-01-22

 

Justiça reconhece e gradua interesse público de informar


"O jornalista António José Laranjeira foi condenado pela justiça portuguesa, por um crime de violação do segredo de justiça e dois de difamação, ao noticiar uma queixa de uma paciente contra um médico e autarca, por abuso sexual. O caso chegou ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), que condenou Portugal por entrave injustificado à liberdade de expressão.

As duas notícias assinadas por António José Laranjeira foram publicadas no 'Notícias de Leiria', onde era director, em Setembro de 2000, e levaram o médico (...), um dos fundadores do (...), a demitir-se da presidência da Assembleia Municipal de (...). Apesar de, segundo o jornalista, o Tribunal de (...) ter considerado que os factos “eram verdadeiros e havia interesse público em divulgá-los”, o jornalista foi condenado ao pagamento de uma multa de três mil euros, mais juros de mora, e de uma indemnização de cinco mil euros ao autarca.

O TEDH teve um entendimento diferente em relação a este caso. Para os juízes europeus, o interesse público de informar sobre processos penais envolvendo políticos é muito mais importante que a protecção do inquérito, através do segredo de justiça, e que a reputação do visado.

O jornalista não fez mais do que noticiar informação sobre o processo penal, apesar de um certo tom crítico usado para com o arguido”, vincou o TEDH, salientando que repórter respeitou a presunção de inocência e não prejudicou o inquérito criminal, que já estava concluído na altura em que as notícias foram publicadas. (...)".

Esta notícia é comentada, aqui, pelo Doutor Paulo Pinto de Albuquerque.

Fonte: Diário de Notícias




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2009-09-26

 

CSM e liberdade de expressão



Depois do
caso conhecido que foi objecto de decisão do CSM, um novo caso foi tornado público pela comunicação social de hoje, referente a uma alegada tentativa de sanção de juiz, por produzir declarações públicas críticas para o poder político...

Desta vez, porém, a tentativa resultou frustrada...



Comentário à notícia:

Num país em que a liberdade de expressão constitui uma conquista do regime democrático, vê-se com estranheza um representante político não reconhecer esse direito aos juízes.

Neste caso, o CSM surgiu como garante desse direito.

Quanto ao primeiro caso, a decisão do CSM averba nos registos da história judicial portuguesa um precedente negativo, que deve merecer, por parte de todos os juízes, uma profunda reflexão sobre a sua identidade, à luz do decidido. Em caso de desconformidade desse retrato com a Lei, os juízes não deverão deixar de reagir de forma ponderada, visível e eficaz, de modo a restaurar a confiança na Justiça.



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2007-02-23

 

Prisão para blogger


Segundo a revista Focus, um blogger - Mohammed Abdul Karim Suleiman -, estudante de Direito na Universidade islâmica de El-Azhar, no Egipto, foi condenado numa pena de quatro anos de prisão pelo Tribunal de Alexandria.


O crime:

Uma postagem crítica, no seu blogue, visando o Presidente do Egipto, o Islão, Maomé e o ramadão, referindo questões relacionadas com direitos humanos.

Na notícia não é feita referência a qualquer difamação.

A globalização ainda não chegou aos direitos humanos e à liberdade de expressão.

Fonte da notícia: Focus (edição alemã)



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