2011-03-12

 

Faro: revista «Mundo Contemporâneo»


Vale a pena ler esta revista, produzida em Faro, que é de acesso gratuito.

Clique aqui, para aceder ao local onde poderá visualizar o conteúdo de todas as suas edições.


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2011-01-03

 

Hungria: entidade reguladora governamental reintroduz "censura"



Na Hungria, foi aprovada uma lei que fixa multas até 750 mil euros aos autores de notícias que "não sejam politicamente equilibradas", ofendam a "dignidade humana", "o interesse público" ou a ordem moral".


A interpretação e aplicação de tais conceitos e normas competirá à nova entidade reguladora - e aos seus membros, todos nomeados pelo Governo - aplicando a respectiva punição a televisões, jornais, rádios e até blogues, mesmo aos que operam fora do país.

Os reguladores podem também ter acesso às notícias antes da sua publicação e os jornalistas ficam obrigados a revelar as suas fontes quando esteja em causa a "segurança nacional".

Fonte: Público


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2010-09-15

 

«Postal do Algarve» atinge edição nº 1.000


Com a edição nº 1.000 do jornal «Postal do Algarve» saiu a edição de Setembro do «Cultura.Sul», que pode ser acedida aqui.



Parabéns a um exemplo de imprensa regional que - não obstante as dificuldades financeiras próprias da actual conjuntura, com repercussões no desinvestimento em publicidade institucional e comercial - tem sabido sobreviver, crescer e melhorar.


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2010-06-18

 

Safari 5: a maçã venenosa para a sustentabilidade da imprensa


"(...) A Apple lançou recentemente um novo produto. Não estou a falar do iPad ou da nova versão do iPhone. Falo do Safari 5. E este browser tem uma funcionalidade - o Safari Reader - com uma característica particular. A página da Apple explica: "o Safari Reader remove a irritante publicidade e outras distracções visuais dos artigos online. Assim você tem toda a história e nada mais do que a história."

Não estamos a falar dos tradicionais bloqueadores de janelas. É mais do que isso. Trata-se de um programa que pura e simplesmente apaga a publicidade que está em cada página. Ao que se junta o facto importante de um artigo vir todo na mesma página, quando os artigos de várias páginas tinham publicidade em cada uma delas, para aumentar o número de visualizações - que é o que dá dinheiro às publicações.(...)

Já aqui escrevi que produtos como o iPad, pelas suas características, são uma oportunidade para os media tradicionais fazerem a transição para os novos tempos e recuperarem leitores perdidos. Mas isso não é possível se quem tem a capacidade de distribuir os conteúdos se encarrega de sabotar o seu financiamento. Ou seja, a Apple produz o remédio e o veneno ao mesmo tempo.

Das três uma: ou os jornais online cobram todos os conteúdos, ou põem na rede apenas o acessório como chamariz para o papel ou criam um mercado publicitário sólido para este suporte.

A primeira possibilidade não tem, por enquanto, pernas para andar numa dimensão que trave a morte do jornalismo escrito. O que se cobra aqui logo aparece gratuito ao lado. Sem controlo possível.(...)

Está na altura dos leitores dizerem que preferem a publicidade nos seus computadores ao fim do jornalismo. A não ser, claro, que os que hoje matam a possibilidade de se produzirem conteúdos os passem a fazer sozinhos de forma profissional. E aí, teríamos o mais preocupante e avassalador de todos os processos de concentração até hoje vistos.

Reparem: não estou apenas a falar de negócios. Sem imprensa profissional e livre - e para ser livre tem de ser sustentável - não há democracia. Não é menos do que isto que está em causa."


Fonte: Daniel Oliveira, in Expresso

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2007-06-18

 

Segredos públicos



A realidade está à vista de todos.

Só falta quem queira actuar, apurando a responsabilidade.


Na edição de hoje de um jornal diário português viola-se publicamente o segredo de justiça nesta notícia, ao publicar as conclusões de um relatório final da Polícia Judiciária, produzido em inquérito de processo penal, onde ainda não houve, sequer, despacho final do Magistrado do Ministério Público.

Isto, quatro dias depois desta notícia.

Parece que em Lisboa se vive um clima de permissividade em relação a este tipo de «fugas», alicerçado em entendimentos, claramente, contra legem.

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