2012-01-15

 

Segurança nos tribunais



Esta semana - dia 11 de Janeiro de 2012, pelas 16 horas - foi morto um Procurador da República alemão, em Dachau, tendo falecido em consequência direta de diversos disparos efetuados por um arguido numa audiência de leitura de sentença (fonte: edição alemã da revista Focus).

Fica aqui o registo da notícia e do nosso pesar, bem como uma chamada de atenção para os problemas de segurança nos tribunais portugueses, nos quais não existe, como regra, um sistema de controlo de acessos e de deteção de metais/armas.

Por iniciativa do Tribunal Judicial da Comarca de Faro foi elaborado há alguns anos um plano de segurança, com a ajuda da polícia e da protecção civil, que contribuiria para a segurança de todos em caso de incêndio, sismo, bem como em matéria de protecção perante agressores, que seria barato implementar.

Comunicado à DGAJ, nada viria a ser concretizado.

A nível nacional (segundo o último estudo da ASJP - que pode ser acedido aqui -) constata-se o seguinte:


Apenas 2 tribunais situados em zonas de risco de inundação têm protecção especial nos arquivos de processos e documentação.



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2010-10-07

 

CSM alerta para a necessidade de polícias em todos os tribunais




A situação relacionada com a segurança nos tribunais portugueses é grave e preocupante, alerta o Conselho Superior da Magistratura (CSM).

O vogal com a pasta da segurança no CSM, Rui Coelho, pede policias em todos os tribunais.


«Todos os tribunais fazem julgamentos que têm pessoas com conflitos por trás daquilo que os leva ao tribunal e que podem comportar-se de forma agressiva ou desequilibrada e gerar confusões», alertou.

Na maioria dos tribunais não existe polícia e os seguranças fazem basicamente serviço de portaria.

O órgão que gere os juízes tem recebido várias queixas. Rui Coelho exemplifica que muitos juízes, na maior parte dos tribunais, «não estão isolados do público» e qualquer pessoa pode ir até aos seus gabinetes.

Santa Maria da Feira ou o novo Campus de Justiça de Lisboa são apenas dois exemplos de tribunais novos em edifícios sem condições para julgamentos, denuncia o CSM.


Fonte: TSF


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2010-08-26

 

Itália: máfia calabresa tenta intimidar juiz


Uma bomba explodiu na madrugada desta quinta-feira junto à casa do juiz italiano Salvatore Di Landro, em Reggio Calabria, num ataque atribuído à 'Ndrangheta, a máfia calabresa.

No início do ano, recorde-se, uma outra bomba explodiu junto ao tribunal da cidade, sem causar vítimas, e um procurador adjunto recebeu uma carta anónima com uma bala e uma nota de teor ameaçador.

Notícia completa: aqui


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2010-07-22

 

O «campus» da falta de segurança e o Palácio de Justiça de Faro

(...) No relatório, divulgado pela agência Lusa, o juiz presidente Ivo Rosa diz que há uma «inconcebível proximidade» entre arguidos e público e entre arguidos e testemunhas.

As salas de audiência são pequenas. Os problemas de segurança tornam-se grandes.

O relatório divulga um situação que aconteceu em Maio no piso 3 do tribunal. Seis arguidos envolveram-se numa luta. A PSP foi chamada, mas só chegou ao local quase 10 minutos depois porque os agentes estavam no piso -1 e não conseguiram apanhar um elevador.

Quem repôs a ordem foram outros 10 arguidos, seguranças de discotecas que estavam na sala.

A falta de videovigilância nas antecâmaras e no interior dos elevadores é outro problema detectado por quem trabalha nas varas criminais do Campus da Justiça.

Um ano depois da inauguração do espaço, este relatório conclui que «falta dignidade» às instalações do que é um órgão de soberania.

O juiz presidente considera que a mudança da Boa Hora para o Parque das Nações foi «um erro» e que os problemas do novo Campus da Justiça são estruturantes e não podem ser ultrapassados com arranjos. (...)

Fonte: TSF


Comentário:

O Campus de Justiça de Lisboa evidencia, de forma clamorosa, a falta de preparação de muitos decisores políticos, também, para as questões logísticas da Justiça.
Este relatório só confirma aquilo que já era patente e foi denunciado no primeiro dia da mudança para aquelas instalações. Confundir tribunais com uma qualquer repartição administrativa significa nada perceber da realidade institucional e funcional em causa.


Nota final:

Também no Palácio da Justiça de Faro existe um plano de segurança elaborado há uns anos, o qual, para ser aplicado, apenas exige poucos investimentos. Porém, nada foi feito.

Também as condições de segurança contra incêndios também não respeitam nessas instalações as exigências legais.

As acessibilidades por pessoas com limitações de mobilidade também não se mostram asseguradas, violando a legislação em vigor.

Algumas obras, bem necessárias, estão projectadas e anunciadas para essas instalações há mais de um ano.


A falta de realização das obras prejudica o normal funcionamento do tribunal.


Enfim... quando se fala de justiça em Portugal, não se faz alusão a uma prioridade dos nossos governantes.
Bem pelo contrário. Apesar de alguns progressos tecnológicos, também prejudicados, normalmente, pela deficiente instalação ou programação, os potenciais de produtividade, celeridade e segurança dos tribunais não se encontram devidamente aproveitados.

Isto, apesar do esforço e das recomendações de quem neles trabalha no seu dia-a-dia.









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2010-06-04

 

Justiça europeia de luto


«Um homem matou, hoje, quinta-feira, uma juíza de paz e um funcionário judicial em Bruxelas, na Bélgica. Assistiu à audiência e depois disparou à queima-roupa. (...)

(...) As lacunas de segurança são habituais na Bélgica, escreve o diário espanhol “El Mundo”.»

Fonte: Jornal de Notícias

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2009-03-06

 

Vigilância dos tribunais


De acordo com o noticiado aqui, «Juízes e procuradores vão ter um botão de alarme nos gabinetes e salas de audiência que podem ser accionados em caso de emergência. (...) Governo planeia garantir a segurança dos tribunais com vigilância 24 horas por dia controlada remotamente numa central instalada no Campus de Justiça de Lisboa (...) »


Comentário:

Trata-se, apenas, de medidas avulsas que, a não serem enquadradas num sistema geral de segurança (que preveja o respeito por planos de segurança definidos e implementados em cada tribunal, com áreas de acesso reservado, controlo de acessos, portais de controlo de metais, entrada separada do público para detidos e reclusos, etc.,) de pouco valem, além de assegurarem que as violações de segurança passem a ser filmadas e a polícia seja chamada a partir de uma central localizada em Lisboa - mesmo que a quebra de segurança ocorra em Vila Real de Santo António -, em caso de perigo.

A segurança física das instalações e das pessoas - incluindo a segurança quanto a incêndios - exigem um planeamento cuidado, adaptado à realidade de cada tribunal
(definindo, também, diferentes escalas de segurança) que, até ao momento, ainda não parece existir.

No Tribunal Judicial da Comarca de Faro, por iniciativa própria, já foi definido pelas autoridades competentes um plano de segurança que, até hoje - alguns anos decorridos - ainda não foi implementado pelo Ministério da Justiça.

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2008-11-17

 

Desleixo na segurança


Isto era perfeitamente previsível e evitável.

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2008-11-12

 

Diário da República (Selecção do dia)


Decreto-Lei n.º 220/2008, D.R. n.º 220, Série I de 2008-11-12
Ministério da Administração Interna
Estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

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2008-11-10

 

A (in)dependência do poder judicial e a (in)segurança pessoal dos seus titulares


Esta é a questão substancial que se encontra subjacente ao editorial de hoje do Diário de Notícias que pode ser lido aqui.

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2008-10-30

 

Mais um tribunal assaltado



O Tribunal de Elvas foi assaltado durante o horário normal de funcionamento.

Do interior do edifício foi roubado, no gabinete de um magistrado, um computador portátil, contendo dados oriundos de processos.



Uma viatura que estava estacionada no parque do Tribunal de Elvas, pertencente a um funcionário, também foi alvo de vandalismo, tendo o pára-brisas sido partido com uma pedra de calçada, adiantou fonte das autoridades à agência Lusa.

A Polícia Judiciária já está a investigar o assalto, mas não vai ser possível utilizar os registos do sistema de vídeo-vigilância, porque este se encontrava avariado.

Fonte: TSF/Lusa

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2008-06-26

 

Segurança nos tribunais


Lendo esta notícia, relembro postagens anteriores, relativas à falta de condições de segurança nos tribunais.

Os juízes devem exigir e fazer respeitar condições mínimas de segurança, higiene e dignidade nas instalações dos tribunais, tanto para aqueles que lá trabalham, como para o público.

O Governo já tem em seu poder um relatório sobre o estado das condições de segurança nos tribunais, para o qual colaboraram os juízes.

Se nada for feito a curto prazo, os juízes estarão mais do que legitimados a recusar salas de audiência e instalações de tribunais que não oferecem as condições mínimas.

O caso de Santa Maria da Feira, já aqui denunciado anteriormente, constitui, nessa medida, um triste exemplo.

Fonte da notícia: Diário de Notícias
Fonte da imagem: Correio da Manhã

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2008-05-09

 

Insegurança dos tribunais


Felizmente, o caso do tribunal de Gaia acabou com a rendição do autor do crime.

Mais uma notícia que faz reflectir sobre a (in)segurança nos tribunais.

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2008-04-25

 

Palácio de Justiça de Santa Maria da Feira encerrado!


Comunicado do Ministério da Justiça

Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira

O edifício onde se encontra instalado o Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira, cuja construção terminou em 1991, apresenta graves deficiências estruturais, as quais se encontram diagnosticadas como sendo consequência de deficiente fundação em face da natureza do solo, e de erros de concepção e de execução.


Porém, o Palácio da Justiça tem ali funcionado em condições de segurança permanentemente atestadas, dado que as deficiências estruturais detectadas têm vindo a ser acompanhadas e monitorizadas de forma permanente pelo Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, tendo até aqui as perícias efectuadas apontado para a inexistência de risco que exigisse a interdição de utilização do edifício.


Contudo, dada a natureza e extensão das deficiências, a recuperação do edifício mostrou-se inviável, pelo que o Ministério da Justiça optou pela criação de um Campus de Justiça, cujo procedimento concursal se encontra já em marcha.


No decurso da última semana, novas perícias registaram uma alteração dos valores observados, a que não terá sido alheia a elevada pluviosidade recentemente verificada.


Em face da alteração agora registada, não obstante não estar prevista qualquer evolução iminente, o Ministério da Justiça decidiu tomar, por princípio de precaução, medidas de emergência que se consubstanciam no seguinte:

Neste contexto, o Ministério da Justiça concentra actualmente esforços no sentido de já no início da próxima semana se encontrar em funcionamento o serviço de atendimento ao público dos Tribunais da Comarca e do Trabalho de Santa Maria da Feira, e de com a máxima brevidade repor em pleno funcionamento aqueles tribunais.


À população e à comunidade jurídica da comarca de Santa Maria da Feira solicita-se a melhor compreensão e cooperação nesta situação transitória.


Gabinete de Imprensa

Ministério da Justiça

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2008-04-23

 

Alerta: Edifício do Tribunal da Feira em risco de colapso (ruína)


Chegou a meu conhecimento que o Instituto de Gestão Financeira e Infra-Estruturas da Justiça, I.P. e o Ministério da Justiça já foram alertados.

A situação descrita é extraordinariamente grave, aparentando ser mais grave do que o estado do edifício da polícia de Luanda que ruiu há pouco tempo, segundo um perito que inspeccionou as duas estruturas em causa.


Esperemos que não se verifique nenhuma catástrofe.

O alerta foi dado.


(Fonte da imagem:Revista Digital In Verbis)

Actualização (20h00m): A situação acima descrita já foi, entretanto, objecto de notícia no Expresso e desenvolvida na Revista Digital In Verbis (para ler esse artigo, clique na hiperligação situada por baixo da imagem).

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2008-02-21

 

Organismo governamental identifica os tribunais como os principais alvos potenciais


... de ataques terroristas e em situação de risco por catástrofes naturais.

A notícia completa encontra-se na edição online do jornal «Diário de Notícias»,
aqui.

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