2012-06-03

 

União Europeia: apresentação de projeto de reformas estruturais e de união económica, financeira, orçamental e política

A Comissão Europeia, o Conselho da União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Eurogrupo estarão a preparar um plano global, encomendado pelos líderes da UE, para uma reestruturação "de fundo" da zona euro.

De acordo com o jornal alemão "Welt am Sonntag", citado pela agência EFE, o plano abrangente deverá ser apresentado na próxima cimeira no final de junho.

Os presidentes do Conselho da UE, Herman van Rompuy, da Comissão Europeia, Durão Barroso, do BCE, Mario Draghi e o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker terão ficado com esta responsabilidade na última cimeira informal realizada a 23 de maio.

Os líderes das instituições europeias deverão elaborar, segundo o jornal, uma espécie de "roteiro" que afetará a "todos os níveis" a UE.

O objetivo é que o "projeto revolucionário" seja discutido, aprovado e adotado o mais tardar até final do ano.

Van Rompuy, Barroso, Junker e Draghi trabalharão quatro áreas: reformas estruturais, união financeira, união orçamental e união política.

O resultado será uma nova UE, refere o "Welt am Sonntag".

De acordo com o jornal, o plano incluirá medidas concretas para impulsionar o crescimento e não se concentrará unicamente na austeridade, a via preconizada até agora pelo governo de Angela Merkel.

O BCE estará a preparar-se para agir mais eficazmente e dotar-se de mecanismos centralizados de supervisão na banca.

O objetivo do "roteiro", cujo ponto alto será a união orçamental, é estar mais bem preparado para situações como a atual e responder à pressão internacional para superar a crise na zona euro, após dois anos de emergência permanente.

(...)

Fonte: Diário Económico



Comentário: 

Espero que este projeto corresponda aos desejos formulados no Blog de Informação (clique aqui, para aceder ao teor da postagem).



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2008-06-13

 

DesUnião Europeia: o impasse


Os irlandeses rejeitaram o «Tratado de Lisboa», impedindo o desenvolvimento da concentração de poderes nas instituições da União Europeia.


Segundo a análise de
Richard Delevan, no Guardian "(...) os eleitores irlandeses estão zangados em relação à percepcionada perda de controlo - sobre a economia, a política de defesa, os valores culturais - em assuntos como o aborto, a eutanásia - (...)" (trad. de J. M. Langweg).


Comentário

Na minha perspectiva, lendo as notícias sobre a campanha, mais do que um voto de rejeição do conhecido, os irlandeses não quiseram manifestar um voto de confiança... no desconhecido.

Na Irlanda, como nos restantes países da União Europeia, os cidadãos foram deixados na ignorância a respeito do conteúdo substancial do «Tratado de Lisboa» (deliberadamente ?) hermético. Nem as melhores traduções do texto jurídico, especialmente denso, tornaram-no mais perceptível ao cidadão comum.

E os políticos também não se preocuparam em explicá-lo, nem desenvolveram esforços visíveis para motivar os cidadãos dos estados-membros, de modo a seduzi-los com as vantagens - que, também, existem - de uma maior integração europeia pretendida com o Tratado.

Os irlandeses percepcionaram essa sobranceria e deram a resposta esperada: "no".

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