2009-02-10
Economia: Crise global aumenta o proteccionismo e a concorrência desleal
gerando um perigo real para o sucesso dos esforços de harmonização fiscal, económica e social da União Europeia.

O Governo francês concedeu a cada um dos fabricantes nacionais - Renault e PSA Peugeot-Citroen - um crédito no valor de três mil milhões de euros, com a contrapartida destas empresas não fecharem qualquer fábrica em França.
A Presidência do Conselho Europeu (Mirek Topolanek, da Rep. Checa) solicitou a realização de uma Cimeira informal urgente até ao final do corrente mês, para obter um compromisso político entre os diversos estados-membros da União Europeia, de modo a evitar políticas proteccionistas de cariz nacional(ista).

O Governo francês concedeu a cada um dos fabricantes nacionais - Renault e PSA Peugeot-Citroen - um crédito no valor de três mil milhões de euros, com a contrapartida destas empresas não fecharem qualquer fábrica em França.
A Presidência do Conselho Europeu (Mirek Topolanek, da Rep. Checa) solicitou a realização de uma Cimeira informal urgente até ao final do corrente mês, para obter um compromisso político entre os diversos estados-membros da União Europeia, de modo a evitar políticas proteccionistas de cariz nacional(ista).
Etiquetas: França, proteccionismo, Sarkozy, União Europeia
2008-06-13
DesUnião Europeia: o impasse

Os irlandeses rejeitaram o «Tratado de Lisboa», impedindo o desenvolvimento da concentração de poderes nas instituições da União Europeia.
Segundo a análise de Richard Delevan, no Guardian "(...) os eleitores irlandeses estão zangados em relação à percepcionada perda de controlo - sobre a economia, a política de defesa, os valores culturais - em assuntos como o aborto, a eutanásia - (...)" (trad. de J. M. Langweg).

Comentário
Na minha perspectiva, lendo as notícias sobre a campanha, mais do que um voto de rejeição do conhecido, os irlandeses não quiseram manifestar um voto de confiança... no desconhecido.
E os políticos também não se preocuparam em explicá-lo, nem desenvolveram esforços visíveis para motivar os cidadãos dos estados-membros, de modo a seduzi-los com as vantagens - que, também, existem - de uma maior integração europeia pretendida com o Tratado.
Os irlandeses percepcionaram essa sobranceria e deram a resposta esperada: "no".
Etiquetas: Angela Merkel, Durão Barroso, Irlanda, referendo, Sarkozy, Sócrates, Tratado de Lisboa
2007-12-11
Malgré tout

Parece que a política externa francesa se limita a providenciar negócios para os franceses, independentemente das questões relacionadas com os direitos humanos, que parecem ser ignoradas - tanto no discurso, como na acção -.
Depois de ter negociado contratos importantes com a Rússia no sector do transporte de gás natural...
Depois de ter assinado contratos com a China no valor global de duzentos mil milhões de euros...
Sarkozy recebe a delegação líbia, com a qual assina contratos no valor global de dez mil milhões de euros.
Rama Yade, Secretária de Estado francesa com o pelouro dos Direitos Humanos, censurou no «Le Parisien» o significado político da visita oficial do governante líbio. Por isso, foi publicamente desautorizada e censurada por Sarkozy.
Entretanto, o líder líbio encontra-se instalado numa tenda beduína nas imediações do Palácio de Élysée, admirando o que as riquezas naturais do seu país podem comprar em solo europeu.
Malgré tout.
Talvez uma Realpolitik europeia possa assegurar um aumento do P.I.B. da Líbia... e dos países europeus.
Contudo, tais aspectos económicos não deverão descurar a questão dos direitos humanos, sob pena de «alimentarem» regimes de cariz totalitário e/ou novas acções terroristas.
Bin Laden também foi apoiado há alguns anos pelo Ocidente...
Depois de ter negociado contratos importantes com a Rússia no sector do transporte de gás natural...
Depois de ter assinado contratos com a China no valor global de duzentos mil milhões de euros...
Sarkozy recebe a delegação líbia, com a qual assina contratos no valor global de dez mil milhões de euros.
Rama Yade, Secretária de Estado francesa com o pelouro dos Direitos Humanos, censurou no «Le Parisien» o significado político da visita oficial do governante líbio. Por isso, foi publicamente desautorizada e censurada por Sarkozy.
Entretanto, o líder líbio encontra-se instalado numa tenda beduína nas imediações do Palácio de Élysée, admirando o que as riquezas naturais do seu país podem comprar em solo europeu.
Malgré tout.
Talvez uma Realpolitik europeia possa assegurar um aumento do P.I.B. da Líbia... e dos países europeus.
Contudo, tais aspectos económicos não deverão descurar a questão dos direitos humanos, sob pena de «alimentarem» regimes de cariz totalitário e/ou novas acções terroristas.
Bin Laden também foi apoiado há alguns anos pelo Ocidente...
Fonte da imagem:http://gregoriusnekschot.nl
Etiquetas: direitos humanos, França, Líbia, Rama Yade, Sarkozy