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2013-09-04
Europa a duas velocidades...
No artigo subscrito por Jack Ewing, no New York Times, aqui, refere-se que a prosperidade económica alemã não está a ter repercussões relevantes nos restantes países da União Europeia, porque a Alemanha tem reforçado os seus laços comerciais com outros países, como a China, outros países asiáticos e os E.U.A., em detrimento dos países europeus.
Porém, também é verdade que, se não fosse assim, a indústria alemã não teria mercados com capacidade suficiente para absorver a sua produção, tendo em conta a situação económica europeia em geral.
Sobre essa questão, o economista Karl-Heinz
Paqué, professor de Economia na Universidade de Magdeburg, na Alemanha, preferiu salientar, naquele artigo, que «“Europe plays a completely different role than China,” (...) “It’s not only trade links, it’s also deep integration.”»
Porém, tal "integração europeia" ainda se mostra muito incipiente, ao nível das finanças públicas, da política fiscal (com a subsistência, inclusivamente, de "paraísos fiscais") e da unificação bancária, vital para a regularização e harmonização dos mercados financeiros.
Sem isso, continuaremos a assistir a uma Europa a duas velocidades...
# Escrito por Jorge M. Langweg @ 9:40 da manhã 0 Comentários
2012-06-12
Parlamento alemão discute subsídio do Estado a famílias que cuidem dos filhos em casa: (tb) uma questão cultural
«As famílias alemãs que cuidem dos filhos em casa e não os coloquem em
infantários ou outros locais, obterão um subsídio do Estado a partir de
2013: 100 euros por cada filho entre os 13 e os 24 meses. A partir de
2014, esse subsídio aumentará para 150 euros mensais por cada filho no
seu segundo ou terceiro ano de vida. É o que estipula um projecto lei
que o Conselho de Ministros enviou para o Parlamento alemão.
Em
Portugal, os estudos disponíveis indicam que uma medida semelhante “não
seria muito bem recebida”, diz a socióloga Sofia Aboim do Instituto de
Ciências Sociais (ICS). Em declarações ao PÚBLICO, esta investigadora
nota que “a ideia da mulher doméstica” já não é “bem aceite” pela mulher
portuguesa. O trabalho pago “foi algo incorporado pelas mulheres
portuguesas e revela-se extremamente importante como meio da sua
autonomia”, diz.
Frisando a diferença comparativamente à
realidade alemã em que “a tradição é o incentivo da permanência da
mulher em casa em vez do aumento dos equipamentos”, os portugueses, à
semelhança dos escandinavos, dão mais ênfase à igualdade do género na
inserção do mercado de trabalho”, refere Sofia Aboim, salientando ainda
que, no âmbito das políticas públicas, se têm registado “bastantes
progressos” em Portugal, como a possibilidade dos homens também poderem
gozar a licença de maternidade
Na Alemanha, o anúncio das
medidas de incentivo à educação das crianças em casa nos primeiros anos,
foi recebido com reservas por parte de alguns sectores. Uma das
principais críticas aponta o gasto público decidido por um Governo
defensor da austeridade. A administração federal pagará 300 milhões de
euros em 2013 e 1 100 euros em 2014.
A este motivo junta-se ainda o incentivo às mães alemãs para ficar em casa em vez de ir trabalhar fora.(...)»
# Escrito por Jorge M. Langweg @ 6:08 da manhã 0 Comentários
2012-05-23
Modelo de formação profissional e emprego de jovens
A titular do Ministério do Trabalho, na Alemanha, defende que o modelo alemão de política de formação e emprego de jovens pode servir para outros países na União Europeia combaterem o desemprego dos jovens.
Para isso, recorda que a Alemanha apostou em reformas estruturais, com investimentos precisos e um pacote de medidas de formação profissional, que unem políticos, sindicatos e empregadores, na prossecução de um objetivo comum.
Nestes termos, o Estado assegura escolas profissionais, que formam e certificam as habilitações profissionais, as empresas possibilitam os estágios profissionais em laboração e os sindicatos e organizações patronais ajustam formas de entradas no mercado de trabalho, de modo a possibilitar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho.
# Escrito por Jorge M. Langweg @ 7:30 da manhã 0 Comentários
2012-05-16
União Europeia: agora ou nunca?
A crise financeira de alguns estados-membros da União Europeia, da zona euro, associada à crise política na Grécia, está a ter repercussões económicas negativas significativas nos mercados financeiros a nível global.
Os gregos estão a perder legitimidade moral aos olhos da comunidade internacional.
Os líderes europeus, agora preocupados em "políticas (económicas e financeiras) de crescimento", parecem desvalorizar a gravidade da situação política grega e do ostracismo de todo um país numa União Europeia que se pretendia cada vez harmonizada e com crescente integração social, económica e financeira.
A meu ver, a solução para a crise não pode passar, apenas, por meras iniciativas de política monetária e de investimentos em setores-chave das economias da U.E., potenciadoras de emprego e crescimento económico, sob pena duma qualquer crise financeira de um estado-membro poder comprometer o sucesso dos restantes estados-membros e do projecto político comum. A política não deve ser reduzida a meros exercícios de contabilidade pública, sob pena de não ter capacidade mobilizadora dos povos dos estados-membros e dos seus agentes políticos, sociais, económicos e culturais.
Compreensivelmente, os gregos apenas manifestaram oposição aos cortes nos seus salários e pensões. Não estão contra a integração na União Europeia, nem na zona Euro. O afastamento da Grécia da zona euro e da União Europeia iria contribuir, certamente, para a sua atração para a área de influência geopolítica da Rússia, com
repercussões negativas nas relações entre a União Europeia, a Turquia e os países
da zona dos balcãs, historicamente instável e belicista.
Chegou a altura da União Europeia caminhar, decisivamente, para uma união política de natureza federal, gerando uma entidade dotada de dimensão crítica como player a nível global - susceptível de garantir o sucesso de políticas monetárias, industriais, comerciais, agrícolas, de serviços, de pesquisa e investigação científica próprias -, com uma política externa comum, que asseguraria a tranquilidade dos mercados e a prosperidade dos povos europeus.
Espera-se, agora, que os líderes europeus recordem e honrem o legado dos fundadores Robert Schuman e Jean Monnet, aplicando e desenvolvendo a sua doutrina.
# Escrito por Jorge M. Langweg @ 4:12 da tarde 0 Comentários
2008-06-23
eGov
Segundo a BITKOM, 43 % dos alemães utilizou a internet para contactar a Administração Pública em 2007, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior.
Apesar disso, a Alemanha encontra-se num modesto sexto lugar europeu no eGovernment.
No topo da tabela encontra-se a Noruega (60 %) e a Dinamarca (58 %).
# Escrito por Jorge M. Langweg @ 10:40 da tarde 0 Comentários
2007-10-04
Século XXI: a era das bibliotecas digitais
Bibliotecas digitais online:
Veja-se, a título de exemplo, a maior biblioteca online da Alemanha (http://www.zeno.org/).
A designação deste projecto (ZENO) foi inspirada em «Zenodotos», filólogo e administrador da mais famosa biblioteca da Antiguidade (Alexandria).
Zeno.org :
Disponibiliza cerca de 600 milhões de palavras e 420.000 imagens digitalizadas, encontrando-se em rápida expansão.
Permite a pesquisa e leitura online do seu conteúdo, abrangendo áreas tão diversas como história, literatura, filosofia, antropologia, sociologia e arte (com 40.000 obras de mais de 4.500 artistas plásticos), além de todo o conteúdo da Wikipedia alemã.
O seu repositório não pode ser comparado com a magnitude do património das maiores bibliotecas alemãs (a Bibioteca Nacional Alemã de Berlim possui dez milhões de livros e um arquivo com doze milhões de imagens, das quais só foram digitalizadas 100.000).
Contudo, a facilidade de pesquisa e acesso (público, livre e a qualquer hora), aos importantes conteúdos digitalizados incluídos na base de dados dos servidores da «Zeno» constituem mais-valias assinaláveis desta biblioteca do século XXI.