2011-09-11
11 de Setembro e uma década perdida

Além das vidas destruídas na manhã do dia 11 de Setembro de 2001, as duas civilizações em confronto não souberam aprender com os erros do passado e trilhar os caminhos da paz, do humanismo e da justiça.
Neste contexto, importa reflectir sobre a importância e as actuais limitações de actuação do poder judicial e da validade dos direitos humanos, a nível global, bem como o significado das soberanias nacionais e do papel das Nações (Des)Unidas.
Etiquetas: 11 de Setembro de 2001, Afeganistão, dignidade humana, direitos humanos, Estados Unidos da América, Paquistão, Poder Judicial, Terrorismo
2010-07-26
Afeganistão: a guerra perdida, os afegãos perdidos e a vitória das... papoilas...
(...) Mais de 90 mil registos de incidentes e relatórios sobre a guerra no Afeganistão, escritos por soldados e elementos dos serviços secretos e "utilizados pelo Pentágono e tropas americanas no terreno" foram divulgados no domingo na página electrónica Wikileaks (de fontes e análise política), mas o responsável pela sua publicação não está identificado.Os documentos, enviados e publicados em primeira-mão pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel, oferecem um panorama da guerra que dura há cerca de nove anos e que já provocou a morte a cerca de 1000 soldados americanos.
De acordo com o New York Times, os documentos "sugerem que o Paquistão, aliado dos Estados Unidos, permite que elementos dos seus serviços secretos lidem directamente com os talibans" e que os serviços secretos paquistaneses e os taliban realizavam "sessões de estratégia secreta para organizar redes de grupos rebeldes para combater tropas americanas no Afeganistão e até mesmo complôs para matar líderes afegãos".
Fonte: Destak
Etiquetas: Afeganistão, heroína, papoilas, Paquistão, talibãs, Tráfico de Estupefacientes
2009-05-18
Paquistão e Afeganistão

Após o 11 de Setembro, as soluções norte-americanas para a luta anti-terrorista - agora mantidas e até reforçadas pelo Presidente Barack Obama - têm passado pelo investimento de biliões de dólares no Paquistão e no Afeganistão. Agora, parece que 80% desses dinheiros têm contribuído para aumentar a capacidade militar do Paquistão, numa lógica de rivalidade regional com a Índia.
Parece que os norte-americanos - e as forças da coligação - não têm presentes as lições da história, nem valorizam as culturas locais e as suas opções regionais de desenvolvimento.
Não obstante o elevado empenho militar das forças estacionadas no Afeganistão, os progressos têm sido nulos na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. Por outro lado, todas as escolas construídas pelos ocidentais no Afeganistão foram destruídas pelos próprios afegãos.
Até quando os ocidentais tencionam manter esta "cruzada" inútil? A estratégia falhou clamorosamente. O progresso das populações não pode ser imposto por estrangeiros e a democracia só faz sentido num ambiente de liberdade, sem constrangimentos criados por narcotraficantes e fanáticos religiosos, que controlam as fontes de educação das populações e os seus modelos de desenvolvimento.
Os «senhores da guerra» locais são fortemente financiados pelo narcotráfico, que tem prosperado, aumentando o poder de resistência dos afegãos.
Precisa-se de uma nova abordagem internacional para solucionar o problema.
Etiquetas: Afeganistão, armas nucleares, controlo das armas, luta anti-terrorismo, narcotráfico, Paquistão
2008-12-23
Afeganistão
A preocupação dos norte-americanos explica-se pela importância das receitas do narcotráfico para a actividade de guerrilha dos Talibans .
Contudo, a verdadeira questão do drama afegão continua por solucionar. Segundo Roger D. Carstens, especialista de segurança, citado na mesma notícia do N.Y.T., “se os militares não conseguirem assegurar a segurança da população, então o desenvolvimento político, o crescimento económico e a boa governação não terão lugar". Será esta, por si só, «a solução» num país onde por cem dólares, os Talibans "compram" a uma família miserável a vida (ou será morte?) de uma «criança-bomba» a utilizar num atentado contra as forças da NATO?

Parece evidente que o poder militar - por si só - nunca conseguirá, como nunca conseguiu, combater com sucesso a actividade da guerrilha afegã e instalar um Estado de Direito no Afeganistão. Quando as Nações Unidas perceberem o que realmente faz falta ao povo afegão... talvez então se abra uma porta de esperança para o futuro deste país.
Etiquetas: Afeganistão, NATO