2015-01-15

 

Terrorismo e criminalidade comum: uma questão de segurança interna


O ataque terrorista da semana passada mobilizou milhões de cidadãos em manifestações e exigirá novos esforços e recursos de forças de segurança interna, incluindo policiais, para satisfazer a opinião pública, rectius, os eleitorados.

Nos últimos anos, as acções preventivas de ameaças de redes terroristas no espaço europeu - sobretudo no Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica e Itália - têm exigido recursos policiais e de informação de segurança interna numa extensão tal que tem prejudicado, inviabilizando, a repressão eficaz de máfias internacionais de tráfico de seres humanos, órgãos humanos, droga, redes de prostituição forçada, escravatura, criminalidade economico-financeira, espionagem industrial, comercial, financeira, política, et alia.

A luta contra o terrorismo abriu caminho às máfias que conquistaram uma liberdade de acção favorecida pela "distração" das autoridades na prevenção de acções terroristas. 

Os Estados europeus têm negligenciado o investimento na investigação criminal.
Até quando?

Etiquetas: , , ,


2009-05-18

 

Paquistão e Afeganistão


Segundo esta notícia do New York Times, o Paquistão está a aumentar o seu arsenal de armas nucleares.

Após o 11 de Setembro, as soluções norte-americanas para a luta anti-terrorista - agora mantidas e até reforçadas pelo Presidente Barack Obama - têm passado pelo investimento de biliões de dólares no Paquistão e no Afeganistão. Agora, parece que 80% desses dinheiros têm contribuído para aumentar a capacidade militar do Paquistão, numa lógica de rivalidade regional com a Índia.



Parece que os norte-americanos - e as forças da coligação - não têm presentes as lições da história, nem valorizam as culturas locais e as suas opções regionais de desenvolvimento.


Não obstante o elevado empenho militar das forças estacionadas no Afeganistão, os progressos têm sido nulos na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. Por outro lado, todas as escolas construídas pelos ocidentais no Afeganistão foram destruídas pelos próprios afegãos.

Até quando os ocidentais tencionam manter esta "cruzada" inútil? A estratégia falhou clamorosamente.
O progresso das populações não pode ser imposto por estrangeiros e a democracia só faz sentido num ambiente de liberdade, sem constrangimentos criados por narcotraficantes e fanáticos religiosos, que controlam as fontes de educação das populações e os seus modelos de desenvolvimento.

Os «senhores da guerra» locais são fortemente financiados pelo narcotráfico, que tem prosperado, aumentando o poder de resistência dos afegãos.

Precisa-se de uma nova abordagem internacional para solucionar o problema.

Etiquetas: , , , , ,


2007-09-05

 

Há 30 anos


Hora: 17h25m;
Dia: 5 de Setembro de 1977;
Local: Colónia, República Federal da Alemanha;

Evento: Rapto de Hans Martin Schleyer;


Esse rapto, seguido de homicídio, acabou por constituir um marco histórico.

Trinta anos depois, a lição aprendida com o nascimento, vida e fim da actividade terrorista da R.A.F. (Facção do Exército Vermelho), também conhecida pela designação «grupo Baader-Meinhoff» - inspirada no nome de dois dos seus mais proeminentes membros - continua a marcar a história do combate ao terrorismo.

Em primeiro lugar, o «gabinete de crise», de iniciativa governamental, englobou, também, a oposição parlamentar (parte do insucesso na luta anti-terrorista espanhola residirá no facto de existirem profundas divergências entre o partido do Governo e o principal partido da oposição relativamente ao modo de reacção em relação à actividade terrorista espanhola).

Apareceram os primeiros editais (vide imagem à direita) com as fotografias dos visados em mandados de captura internacionais.

Horst Herold, que chefiava o B.K.A. (homóloga alemã da Polícia Judiciária), foi o precursor mundial na utilização de meios informáticos para a recolha e tratamento de informação visando o apuramento do paradeiro de arguidos e de vítimas de rapto.

Brigitte Mohnhaupt e Peter Jürgen Boock viajaram a Bagdad, no Iraque, onde negociaram com a Frente Popular para a Libertação da Palestina, tendo obtido formação militar e a ajuda de palestinianos.

Assim, uma brigada de palestinianos sequestrou a tripulação e os passageiros de um vôo da Lufthansa, desviando o avião. O episódio terminou com a libertação de todos os sequestrados, em Mogadischu, na Somália, através da primeira acção pública da unidade de combate ao terrorismo alemã GSG-9 (equivalente ao Grupo de Operações Especiais português).

Ao saberem o fracasso dessa acção palestiniana de apoio à R.A.F., três dos principais elementos desta organização suicidaram-se numa cadeia de alta segurança - um quarto elemento também tentou, mas fracassou -.

Susanne Albrecht - o quatro elemento que fracassou na tentativa de suicídio - encontrou refúgio na R.D.A., onde explicou, em 1990, o planeamento cuidadoso do suicídio colectivo. Os seus elementos pretendiam tornar-se mártires, servindo de exemplo aos movimentos de esquerda alemães.

Com a notícia desse suicídio e o fracasso das negociações, Schleyer foi morto em 19 de Outubro de 1977.

O Estado não cedeu.

Não se repetiram iniciativas terroristas semelhantes na Alemanha.











Etiquetas: ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

eXTReMe Tracker Free counter and web stats
Contador grátis e estatísticas para seu site em www.motigo.com

RSS: Tenha acesso às actualizações do Blog de Informação, clicando aqui ou no í­cone anterior.