2009-09-28
O princípio simbólico do fim das armas nucleares

Com a atenção dos portugueses concentrada no apuramento dos votos para as eleições legislativas, houve uma notícia importante e simbólica que passou quase despercebida:
"O Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptou hoje (ontem), por unanimidade, em Nova Iorque, uma resolução apelando a um mundo sem armas nucleares, durante uma reunião presidida excepcionalmente por Barack Obama.
A resolução 1887 foi redigida pelos Estados Unidos e apela a todos os países para “envolverem-se de boa-fé em negociações para a adopção de medidas eficazes no sentido da redução das armas nucleares e do desarmamento”, cita a AFP.
O documento pede ainda o fim dos ensaios de armas nucleares e pede a todos os Estados para aderirem o mais depressa possível ao tratado internacional que proíbe este tipo de ensaios.
A convocação de uma conferência internacional para “negociar o mais depressa possível um tratado proibindo a produção de materiais físseis destinados à produção de armas ou de explosivos nucleares” foi também inserida no texto."
"O Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptou hoje (ontem), por unanimidade, em Nova Iorque, uma resolução apelando a um mundo sem armas nucleares, durante uma reunião presidida excepcionalmente por Barack Obama.
A resolução 1887 foi redigida pelos Estados Unidos e apela a todos os países para “envolverem-se de boa-fé em negociações para a adopção de medidas eficazes no sentido da redução das armas nucleares e do desarmamento”, cita a AFP.
O documento pede ainda o fim dos ensaios de armas nucleares e pede a todos os Estados para aderirem o mais depressa possível ao tratado internacional que proíbe este tipo de ensaios.
A convocação de uma conferência internacional para “negociar o mais depressa possível um tratado proibindo a produção de materiais físseis destinados à produção de armas ou de explosivos nucleares” foi também inserida no texto."
Fonte: Público
Etiquetas: armamento nuclear, armas nucleares, controlo das armas, ONU, Resolução 1887
2009-05-18
Paquistão e Afeganistão

Segundo esta notícia do New York Times, o Paquistão está a aumentar o seu arsenal de armas nucleares.
Após o 11 de Setembro, as soluções norte-americanas para a luta anti-terrorista - agora mantidas e até reforçadas pelo Presidente Barack Obama - têm passado pelo investimento de biliões de dólares no Paquistão e no Afeganistão. Agora, parece que 80% desses dinheiros têm contribuído para aumentar a capacidade militar do Paquistão, numa lógica de rivalidade regional com a Índia.
Parece que os norte-americanos - e as forças da coligação - não têm presentes as lições da história, nem valorizam as culturas locais e as suas opções regionais de desenvolvimento.
Não obstante o elevado empenho militar das forças estacionadas no Afeganistão, os progressos têm sido nulos na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. Por outro lado, todas as escolas construídas pelos ocidentais no Afeganistão foram destruídas pelos próprios afegãos.
Até quando os ocidentais tencionam manter esta "cruzada" inútil? A estratégia falhou clamorosamente. O progresso das populações não pode ser imposto por estrangeiros e a democracia só faz sentido num ambiente de liberdade, sem constrangimentos criados por narcotraficantes e fanáticos religiosos, que controlam as fontes de educação das populações e os seus modelos de desenvolvimento.
Os «senhores da guerra» locais são fortemente financiados pelo narcotráfico, que tem prosperado, aumentando o poder de resistência dos afegãos.
Precisa-se de uma nova abordagem internacional para solucionar o problema.
Após o 11 de Setembro, as soluções norte-americanas para a luta anti-terrorista - agora mantidas e até reforçadas pelo Presidente Barack Obama - têm passado pelo investimento de biliões de dólares no Paquistão e no Afeganistão. Agora, parece que 80% desses dinheiros têm contribuído para aumentar a capacidade militar do Paquistão, numa lógica de rivalidade regional com a Índia.
Parece que os norte-americanos - e as forças da coligação - não têm presentes as lições da história, nem valorizam as culturas locais e as suas opções regionais de desenvolvimento.
Não obstante o elevado empenho militar das forças estacionadas no Afeganistão, os progressos têm sido nulos na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. Por outro lado, todas as escolas construídas pelos ocidentais no Afeganistão foram destruídas pelos próprios afegãos.
Até quando os ocidentais tencionam manter esta "cruzada" inútil? A estratégia falhou clamorosamente. O progresso das populações não pode ser imposto por estrangeiros e a democracia só faz sentido num ambiente de liberdade, sem constrangimentos criados por narcotraficantes e fanáticos religiosos, que controlam as fontes de educação das populações e os seus modelos de desenvolvimento.
Os «senhores da guerra» locais são fortemente financiados pelo narcotráfico, que tem prosperado, aumentando o poder de resistência dos afegãos.
Precisa-se de uma nova abordagem internacional para solucionar o problema.
Etiquetas: Afeganistão, armas nucleares, controlo das armas, luta anti-terrorismo, narcotráfico, Paquistão