2007-09-05

 

Há 30 anos


Hora: 17h25m;
Dia: 5 de Setembro de 1977;
Local: Colónia, República Federal da Alemanha;

Evento: Rapto de Hans Martin Schleyer;


Esse rapto, seguido de homicídio, acabou por constituir um marco histórico.

Trinta anos depois, a lição aprendida com o nascimento, vida e fim da actividade terrorista da R.A.F. (Facção do Exército Vermelho), também conhecida pela designação «grupo Baader-Meinhoff» - inspirada no nome de dois dos seus mais proeminentes membros - continua a marcar a história do combate ao terrorismo.

Em primeiro lugar, o «gabinete de crise», de iniciativa governamental, englobou, também, a oposição parlamentar (parte do insucesso na luta anti-terrorista espanhola residirá no facto de existirem profundas divergências entre o partido do Governo e o principal partido da oposição relativamente ao modo de reacção em relação à actividade terrorista espanhola).

Apareceram os primeiros editais (vide imagem à direita) com as fotografias dos visados em mandados de captura internacionais.

Horst Herold, que chefiava o B.K.A. (homóloga alemã da Polícia Judiciária), foi o precursor mundial na utilização de meios informáticos para a recolha e tratamento de informação visando o apuramento do paradeiro de arguidos e de vítimas de rapto.

Brigitte Mohnhaupt e Peter Jürgen Boock viajaram a Bagdad, no Iraque, onde negociaram com a Frente Popular para a Libertação da Palestina, tendo obtido formação militar e a ajuda de palestinianos.

Assim, uma brigada de palestinianos sequestrou a tripulação e os passageiros de um vôo da Lufthansa, desviando o avião. O episódio terminou com a libertação de todos os sequestrados, em Mogadischu, na Somália, através da primeira acção pública da unidade de combate ao terrorismo alemã GSG-9 (equivalente ao Grupo de Operações Especiais português).

Ao saberem o fracasso dessa acção palestiniana de apoio à R.A.F., três dos principais elementos desta organização suicidaram-se numa cadeia de alta segurança - um quarto elemento também tentou, mas fracassou -.

Susanne Albrecht - o quatro elemento que fracassou na tentativa de suicídio - encontrou refúgio na R.D.A., onde explicou, em 1990, o planeamento cuidadoso do suicídio colectivo. Os seus elementos pretendiam tornar-se mártires, servindo de exemplo aos movimentos de esquerda alemães.

Com a notícia desse suicídio e o fracasso das negociações, Schleyer foi morto em 19 de Outubro de 1977.

O Estado não cedeu.

Não se repetiram iniciativas terroristas semelhantes na Alemanha.











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