2012-01-09

 

Tecnologia digital: jovem brasileiro pôs «Siri» do iPhone 4S a perceber instruções faladas em português




"(...) A ideia partiu de uma conversa com os amigos, utilizadores do iPhone 4S que sentiam falta de poder utilizá-lo na sua língua materna.


Simplificando a explicação, o jovem diz que a adaptação foi feita a partir da intercepção da comunicação entre o dispositivo de reconhecimento de voz do iPhone, conhecido como Siri, e os servidores da Apple. Para tal, o jovem programador utilizou a aplicação Dragon Dictation, que também transcreve dados de voz, incluindo em português.

"Basicamente, o áudio é interpretado utilizando a aplicação Dragon Dictation, da Nuance, é traduzido e regravado em inglês e então é enviado de volta para a Apple, simulando uma consulta feita em inglês ao Siri", explica o estudante.


Segundo Pedro Franceschi, a solução foi encontrada após três dias "quebrando a cabeça" e duas noites "viradas". O trabalho maior foi decifrar os protocolos de comunicação trocados entre a Apple e o iPhone 4S.

A funcionalidade ainda não está disponível para os utilizadores comuns. Mas, como se pode ler no blogue de Pedro Franceschi, "assim que o Jailbreak [método através do qual é possível desbloquear o iPhone para permitir a instalação de outros programas, que não os aprovados oficialmente pela Apple] do iPhone 4S estiver disponível, trabalharei arduamente para fazer o Siri em português brasileiro funcionar no iPhone 4S, não dependendo assim da Apple para isso!"

Como utilizou na adaptação tecnologias que são patenteadas (da Dragon Dictation, por exemplo), Pedro explica que a única parte de seu trabalho possível de ser registável seria o algoritmo de comparação de áudios, criado por ele. O jovem afirma, no entanto, que não possui qualquer interesse em registar patentes de inventos seus, por questões ideológicas. "Acho que o conhecimento é livre e patentear software não é uma alternativa interessante", enfatiza.

Desde a divulgação da descoberta, o jovem autodidacta - que programa desde os oito anos - passou a ser procurado por empresas com ofertas de trabalho. Nenhum delas, porém, o fez sair da firma de programação onde já trabalha."

Fonte: Lusa/Público

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2011-10-06

 

Steve Jobs: 1955-2011



Fica aqui o registo da minha admiração pela vida e obra de uma pessoa excepcional.

Tal como os aparelhos que ajudou a desenvolver e comercializar de um modo tremendamente eficaz, a sua forma de pensar era simples e, não menos, eficiente.

Para a memória, fica esta gravação de um seu discurso na Universidade de Stanford, em 2005, que já foi visto por mais mais de 6 milhões de pessoas no "youtube".

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2010-06-18

 

Safari 5: a maçã venenosa para a sustentabilidade da imprensa


"(...) A Apple lançou recentemente um novo produto. Não estou a falar do iPad ou da nova versão do iPhone. Falo do Safari 5. E este browser tem uma funcionalidade - o Safari Reader - com uma característica particular. A página da Apple explica: "o Safari Reader remove a irritante publicidade e outras distracções visuais dos artigos online. Assim você tem toda a história e nada mais do que a história."

Não estamos a falar dos tradicionais bloqueadores de janelas. É mais do que isso. Trata-se de um programa que pura e simplesmente apaga a publicidade que está em cada página. Ao que se junta o facto importante de um artigo vir todo na mesma página, quando os artigos de várias páginas tinham publicidade em cada uma delas, para aumentar o número de visualizações - que é o que dá dinheiro às publicações.(...)

Já aqui escrevi que produtos como o iPad, pelas suas características, são uma oportunidade para os media tradicionais fazerem a transição para os novos tempos e recuperarem leitores perdidos. Mas isso não é possível se quem tem a capacidade de distribuir os conteúdos se encarrega de sabotar o seu financiamento. Ou seja, a Apple produz o remédio e o veneno ao mesmo tempo.

Das três uma: ou os jornais online cobram todos os conteúdos, ou põem na rede apenas o acessório como chamariz para o papel ou criam um mercado publicitário sólido para este suporte.

A primeira possibilidade não tem, por enquanto, pernas para andar numa dimensão que trave a morte do jornalismo escrito. O que se cobra aqui logo aparece gratuito ao lado. Sem controlo possível.(...)

Está na altura dos leitores dizerem que preferem a publicidade nos seus computadores ao fim do jornalismo. A não ser, claro, que os que hoje matam a possibilidade de se produzirem conteúdos os passem a fazer sozinhos de forma profissional. E aí, teríamos o mais preocupante e avassalador de todos os processos de concentração até hoje vistos.

Reparem: não estou apenas a falar de negócios. Sem imprensa profissional e livre - e para ser livre tem de ser sustentável - não há democracia. Não é menos do que isto que está em causa."


Fonte: Daniel Oliveira, in Expresso

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2007-06-15

 

A Maçã diz que o seu Safari é mais rápido

Safari.

A propósito do lançamento da nova versão do browser da Apple, veja-se o resultado de um estudo realizado pelo «Pernambuco.com»:

Apple lança Safari para Windows.

Tela: Reprodução

«Na última segunda-feira (11), a Apple disponibilizou para download uma versão beta do navegador Safari para Windows. A estratégia da empresa é desafiar a concorrente Microsoft em uma das áreas em que ela domina, o software para acesso à internet.


Apesar da promessa de navegação duas vezes mais rápida do que o Internet Explorer, interface mais focada nas páginas e outros recursos, o navegador apresentou resultados desanimadores em teste feito pela equipe do PERNAMBUCO.COM. Detectamos alguns problemas, como falha na exibição de títulos e chamadas dos principais portais de notícias da web (inclusive o nosso portal). O navegador também ocultou o assunto das mensagens não lidas no Gmail e travou ao tentar abrir o Hotmail.

Além das falhas de exibição, o browser teve diversas brechas de segurança expostas pelo pesquisador David Maynor (ISS Xforce R&D). Segundo ele, quatro das falhas apenas provocam o travamento do browser, mas duas permitem a invasão da máquina por um usuário mal intencionado.»

Fonte: Pernambuco.com

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