2010-05-13
Ser humano na religião, cultura, sociedade...
A cultura é basilar e fundamental para a formação de uma identidade, conforme salientado pelo Papa Bento XVI.
Comentário:
No plano global:
Num mundo que funciona em lógicas cada vez mais globais, o respeito pelas identidades diferenciadas dos povos - e dos indivíduos - constitui um factor de paz e de progresso.
A nível nacional:
Num mundo que funciona em lógicas cada vez mais globais, o respeito pelas identidades diferenciadas dos povos - e dos indivíduos - constitui um factor de paz e de progresso.
A nível nacional:
Portugal enfrenta agora os desafios modernos da multiculturalidade, no plano identitário, que tem sabido gerir com uma atitude geral de respeito pelas diferenças. Esta característica permitirá aos portugueses enfrentar com maior facilidade, no plano cultural, os desafios da globalização.
Contudo, no actual ciclo da história social portuguesa, os cidadãos mais esclarecidos estão justamente perturbados com a evidente - porque pública e publicada - falta de respeito por valores, princípios e normas éticas por parte de muitos daqueles que deveriam dar o exemplo, por terem poderes de representação e serem figuras referenciais do regime social, económico e político.
A ultrapassagem deste ciclo negativo permitirá iniciar, certamente, um novo período de progresso social e económico.
Para tanto, deverá imperar a cultura da(s) responsabilidade(s).
Sob pena de se perder não só a identidade nacional...
Sob pena de se perder não só a identidade nacional...
Etiquetas: cultura, Economia, ética, Fátima, globalização, justiça, Papa Bento XVI, política, Religião
2007-03-01
Elite

Notícias recentes causaram um alarme compreensível na população, de algum modo, relacionado com os critérios de selecção e admissão de candidatos no Centro de Estudos Judiciários, visando o acesso à Magistratura.
Haverá poucas profissões em que o carácter, a personalidade e a idoneidade moral e cívica dos seus profissionais assumam uma importância tão significativa como acontece na Magistratura Judicial - e, já agora, na carreira do Ministério Público -.
O sistema de administração de justiça não exige destes profissionais, exclusivamente, trabalho jurídico.
Contrariando algumas ideias tornadas públicas nesta legislatura, não basta ser «jurista» para saber «administrar justiça». Como se aprende na filosofia, o Direito tem vínculos e sobreposições com a Moral e a Ética.
Na administração da justiça num Estado de Direito Democrático exige-se bom senso e humanismo, além de sólidos conhecimentos técnico-jurídicos, aplicados de forma expedita.
Por outro lado, também deve ser assegurada a legitimação do poder judicial. Esta resultará enfraquecida, se forem admitidos como «administradores de justiça» pessoas que não tenham a necessária idoneidade moral e cívica para o desempenho do cargo.
É tempo do legislador perceber isso.
É tempo dos portugueses começarem a ser mais exigentes com os titulares dos órgãos de soberania.
Perdoem os leitores esta minha concepção elitista de certos cargos.
Ao fazê-lo, apenas exprimo um elevado grau de exigência, que julgo ser necessário.
O exercício de certas profissões tem de ser, por natureza, exemplar.
Haverá poucas profissões em que o carácter, a personalidade e a idoneidade moral e cívica dos seus profissionais assumam uma importância tão significativa como acontece na Magistratura Judicial - e, já agora, na carreira do Ministério Público -.
O sistema de administração de justiça não exige destes profissionais, exclusivamente, trabalho jurídico.
Contrariando algumas ideias tornadas públicas nesta legislatura, não basta ser «jurista» para saber «administrar justiça». Como se aprende na filosofia, o Direito tem vínculos e sobreposições com a Moral e a Ética.
Na administração da justiça num Estado de Direito Democrático exige-se bom senso e humanismo, além de sólidos conhecimentos técnico-jurídicos, aplicados de forma expedita.
Por outro lado, também deve ser assegurada a legitimação do poder judicial. Esta resultará enfraquecida, se forem admitidos como «administradores de justiça» pessoas que não tenham a necessária idoneidade moral e cívica para o desempenho do cargo.
É tempo do legislador perceber isso.
É tempo dos portugueses começarem a ser mais exigentes com os titulares dos órgãos de soberania.
Perdoem os leitores esta minha concepção elitista de certos cargos.
Ao fazê-lo, apenas exprimo um elevado grau de exigência, que julgo ser necessário.
O exercício de certas profissões tem de ser, por natureza, exemplar.
Etiquetas: administração de justiça, C.E.J., carreira judicial, direito, ética, legitimação do poder judicial, moral, recrutamento de magistrados, titulares de órgãos de soberania