2010-04-29

 

Juíza é presa política na Venezuela por ter libertado banqueiro


A Associação Sindical dos Juízes Portugueses lançou uma petição online para apelar à libertação da juíza venezuelana Maria Lourdes Afiuni Mora, detida em Dezembro por ordem do Presidente Hugo Chávez, por ter alterado uma medida de coacção a um banqueiro, detido desde 2007.

«Apelamos aos portugueses, e em primeira-mão à comunidade jurídica, para darem visibilidade ao assunto para que a comunidade internacional se interesse pelo caso», disse à agência noticiosa a juíza Fátima Mata Mouros, uma das promotoras da petição.


Maria Lourdes Afiuni Mora foi detida pela polícia política no seu gabinete, no passado dia 10 de Dezembro, sem mandado de detenção, apenas duas horas após ter concedido a liberdade provisória a um banqueiro preso preventivamente desde 2007, o qual passou a ficar sujeito a apresentações periódicas e à proibição de sair do país, ficando com o passaporte apreendido -.

De acordo com o texto da petição, a juíza venezuelana está numa cela de 3,5 metros e privada de luz solar para não se cruzar com as mulheres que ela condenou no exercício das suas funções.

O presidente da Venezuela reclama a condenação da juíza a 30 anos de prisão.


Fontes: TVI24, ThePassiraNews, Wall Street Journal, Reuters, El Universal, El Carabobeno, La Verdad, El Impulso, Reporte 360.

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2008-07-25

 

Por qué no...




Por qué no... vamos a la playa?


Segundo o diário El País, foi esta a interpelação que o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dirigiu hoje de manhã ao Rei de Espanha.

Desarmante...



Fotografia: A.P./El País

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2007-06-24

 

Venezuela: o perigo do armamento

Segundo o jornal russo Pravda, especialistas militares da Venezuela mantêm conversações com os seus colegas russos, com o objectivo de adquirirem um importante lote de submarinos, citando a agência noticiosa Ria-Novosti.

Submarino diesel-eléctrico 636
Submarino diesel-eléctrico 636

“Agora é demasiado cedo para informar data ou cifras concretas“, mas as negociações tratam de diversas variantes, em particular, do fornecimento de “submarinos da quarta geração Amur-950 e Amur-1650”, assim como “modelos do projeto 636 que têm integrado um sistema lança-mísseis”, disse a fonte.

Os sistemas de mísseis russos Club-S, integrados em submarinos, não têm comparação no mundo. Foram desenvolvidas para destruir objectos submersos, costeiros e de superfície aquática em condições da forte resistência radioelectrónica e de fogo.

Segundo o jornal russo Kommersant o acordo comercial já está confirmado e será assinado durante a visita do presidente venezuelano Hugo Chávez à Rússia no fim deste mês .

O acordo terá por objecto cinco submarinos diesel-eléctricos 636 e quatro de um novo modelo de submarino diesel-eléctrico Amur 677E que será fornecido às próprias Forças Armadas russas só este ano.

O lote está avaliado em 1-2 bilhões de dólares .

Segundo a mesma notícia, Venezuela alega querer os submarinos para enfrentar um eventual bloqueio naval dos EUA.

Desde 2005, Caracas gastou 3.400 milhões de dólares (2.600 milhões de euros) em armas russas, incluindo 24 aviões de caça, 35 helicópteros militares, sistemas de defesa aérea e 100.000 metralhadores Kalashnikov.

Fonte: Pravda


Comentário:

Estranha-se que, no Ocidente, esta notícia ainda não tenha merecido a devida atenção dos meios de comunicação social.

Com o Presidente Hugo Chávez, a Venezuela poderá constituir, a médio prazo, um foco de instabilidade político-militar no continente americano.


Conjugando esse facto com o fim previsível - também a médio prazo - da "era Fidel Castro" em Cuba, qual será, então, a reacção dos E.U.A. - se o Presidente George Bush ainda estiver no poder - e a réplica da Venezuela?


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