2013-04-08

 

Orçamento Rectificativo: como diminuir a despesa primária do Estado em 3.261 milhões de euros




Tendo em conta:
 
a) as obrigações contraídas pelo Estado no sentido de diminuir a despesa primária do Estado, de modo a reduzir o défice das contas públicas; e, por outro,

b) a necessidade de não arrefecer ainda mais a economia;

sugere-se:

a) a redução em 20 % (vinte por cento) da remuneração bruta de todos os funcionários públicos (diminuindo cerca de 3.261 milhões de euros a despesa primária);

ao mesmo tempo que se introduz

b) a isenção de I.R.S. para todos os rendimentos pelo trabalho auferidos pelos funcionários públicos (porém, esta diminuição das receitas do Estado será compensada, em larga medida, pelo aumento das receitas obtidas em impostos indiretos, como o I.V.A. (calculado à taxa de 23% na maior parte dos bens).


O aumento do consumo privado gerado pelo aumento real das remunerações médias dos funcionários públicos permitirá uma melhoria do desempenho da economia, implicando mais postos de trabalho, principalmente, no comércio e nos serviços, gerando mais riqueza para os portugueses e mais impostos para o Estado, a troco de... uma diminuição da despesa pública.



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2008-07-10

 

(In)dependência do Tribunal Constitucional analisada por académicos


Judicial Independence and Party Politics in the Kelsenian Constitutional Courts:
The Case of Portugal



Autores:



SOFIA AMARAL GARCIA
University of Bologna - Faculty of Economics
NUNO GAROUPA
University of Illinois College of Law; IMDEA Ciencias Sociales; University of Manchester - School of Law; Centre for Economic Policy Research (CEPR)
VERONICA GREMBI
Facoltà di Economia, Università Cattolica di Milano; Istituto di Economia e Finanza, Facoltà di Giurisprudenza, University of Rome La Sapienza



Este estudo académico encontra-se publicado aqui, no Social Science Research Network.

*

As conclusões, algo alarmantes, na medida em que revelam uma vitória da partidoracia sobre o Estado de Direito, são as seguintes:

This paper presents an empirical study about the Portuguese constitutional court with respect to
judicial independence and judicial preventive constitutional review. We analyzed individual votes by constitutional judges from 1983 to 2007.

Our results indicate that party politics plays an important role in the Portuguese constitutional court. However, other variables also matter. The empirical evidence also suggests that peer pressure is very relevant for unanimous voting, with around 30% of the decisions concerning preventive review being unanimous.

We have shown that there is a strong association between being affiliated with a left-wing party(socialists and communists) and voting for unconstitutionality, whereas the association between the right-wing parties (conservatives and Christian-democrats) and voting for constitutionality is weak. These results are confirmed when we look at voting according to party interests, legislation that has also been endorsed by the party with which the constitutional judge is suppose to be affiliated.

The power in the government, of the constitutional judge’s party, seems to play an important role in both a judge’s decision to vote for constitutionality, and in his or her vote according to party interests. Our interpretation is that, not only does party affiliation matter in terms of aligned preferences, but some opportunism takes place. That is, party politics is more important when the stakes are higher. Therefore, we conclude that party conformity takes place frequently due to judicial preferences (albeit, ideologically biased), and occasionally due to direct political pressure (not necessarily active pressure).

We have also discovered that some other controlled variables are relevant in predicting judicial behavior.

Therefore, party politics and peer pressure are not the only relevant dimensions in the
Portuguese Constitutional Court. For example, specific laws on labor regulation, or on social policy, seem to have a marginal impact on judicial behavior (albeit with different levels of robustness). It is also clear from the empirical results that the 1997 reform had no statistically significant effect on the voting behavior of judges. Nevertheless, data from more years to have enough data to settle this question in more satisfactory way.

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2007-04-23

 

Diário da República (Selecção do dia)



Acórdão n.º 116/2007, D.R. n.º 79, Série II de 2007-04-23
Tribunal Constitucional
Julga inconstitucional a norma do n.º 1 do artigo 428.º do Código de Processo Penal, quando interpretada no sentido de que, tendo o tribunal de 1.ª instância apreciado livremente a prova perante ele produzida, basta para julgar o recurso interposto da decisão de facto que o tribunal de 2.ª instância se limite a afirmar que os dados objectivos indicados na fundamentação da sentença objecto de recurso foram colhidos na prova produzida, transcrita nos autos.


Acórdão n.º 127/2007, D.R. n.º 79, Série II de 2007-04-23
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucional a norma que resulta do artigo 359.º, n.º 2, do Código Penal e dos artigos 141.º, n.º 3, 144.º, n.os 1 e 2, e 61.º, n.º 3, alínea b), do Código de Processo Penal, segundo a qual, no interrogatório feito por órgão de polícia criminal durante o inquérito, o arguido tem que responder com verdade à matéria dos seus antecedentes criminais, sob pena de cometer um crime de falsas declarações, pois que àquele interrogatório se aplicam as regras do primeiro interrogatório judicial de arguido detido.

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2007-03-20

 

Diário da República (Selecção do dia)


Acórdão n.º 20/2007, D.R. n.º 56, Série II de 2007-03-20
Tribunal Constitucional
Confirma a decisão sumária que não julgou inconstitucional a norma da alínea f) do n.º 1 do artigo 400.º do Código de Processo Penal, interpretada no sentido de que não é recorrível o acórdão da Relação (proferido em recurso em processo por crime a que seja aplicável pena de prisão não superior a 8 anos) que, mantendo a qualificação jurídico-legal dos factos, reduz a medida concreta das penas parcelares e unitária em que o arguido foi condenado em 1.ª instância; não julga inconstitucional a norma do artigo 78.º-A, n.º 3, da LTC

Acórdão n.º 61/2007, D.R. n.º 56, Série II de 2007-03-20
Tribunal Constitucional
Não conhece do objecto do recurso na parte respeitante à conjugação das normas dos artigos 119.º, n.º 2, alínea b) e 2.º, n.º 1 do Código Penal com as dos artigos 105.º e 107.º do Regime Geral das Infracções Tributárias, aprovado pela Lei n.º 15/2001, de 5 de Junho.

Acórdão n.º 81/2007, D.R. n.º 56, Série II de 2007-03-20
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucional a norma do artigo 79.º, n.º 2, do Código Civil na interpretação segundo a qual pode ser mantida nos autos, por "exigências de polícia ou de justiça", a imagem de terceiro, não indiciado como suspeito, que foi, conjuntamente com outras fotografias de figuras públicas, utilizada sem seu consentimento, durante o inquérito, para identificação pelas vítimas de suspeitos que são arguidos em processo penal ainda sem decisão transitada em julgado.

Acórdão n.º 112/2007, D.R. n.º 56, Série II de 2007-03-20
Tribunal Constitucional
Julga inconstitucional, por violação do artigo 29.º, n.os 1 e 3, da Constituição da República, a norma extraída das disposições conjugadas do artigo 119.º, n.º 1, alínea a), do Código Penal e do artigo 336.º, n.º 1, do Código de Processo Penal, ambos na redacção originária, na interpretação segundo a qual a prescrição do procedimento criminal se suspende com a declaração de contumácia.


Acórdão n.º 111/2007, D.R. n.º 56, Série II de 2007-03-20
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucional a norma derivada dos artigos 113.º, n.º 9, 334.º, n.º 6, e 373.º, n.º 3, do Código de Processo Penal, interpretados no sentido de que pode ser efectuada por via postal simples, com prova de depósito, para a morada indicada no termo de identidade e residência prestado pelo arguido, a notificação de sentença condenatória proferida na sequência de audiência de julgamento a que o arguido, ciente da data da sua realização, requerera ser dispensado de comparecer, por residir no estrangeiro, sentença que foi notificada ao defensor do arguido, que esteve presente na audiência de julgamento e na audiência para leitura de sentença

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2007-03-07

 

Diário da República (Selecção do dia)


Acórdão n.º 67/2007, D.R. n.º 47, Série II de 2007-03-07
Tribunal Constitucional
Julga inconstitucional a norma do artigo 2.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 52/2000, de 7 de Abril, interpretada no sentido de obrigar o pagamento dos serviços prestados apenas pelo facto de o utente não ter cumprido o ónus de demonstração de titularidade do cartão de utente no prazo de 10 dias subsequentes à interpelação para pagamento dos encargos com os cuidados de saúde prestados.

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2007-02-27

 

Diário da República (Selecção do dia)


Acórdão n.º 30/2007, D.R. n.º 41, Série II de 2007-02-27
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucional a norma do artigo 25.º, n.º 1, da Lei de Processo nos Tribunais Administrativos, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 267/85, de 16 de Julho, interpretada no sentido de não admitir imediato recurso contencioso contra uma informação/parecer não vinculativo da Inspecção-Geral do Trabalho sobre um contrato de trabalho em que a recorrente é parte, no âmbito de um procedimento de autorização de permanência em território nacional de cidadão estrangeiro.


Acórdão n.º 40/2007, D.R. n.º 41, Série II de 2007-02-27
Tribunal Constitucional
Julga inconstitucional, por violação do princípio da proporcionalidade, ínsito no princípio do Estado de direito democrático, consagrado no artigo 2.º da Constituição da República Portuguesa, a norma constante do artigo 13.º, n.º 2, do Código das Custas Judiciais, interpretada no sentido de que, no caso de transacção judicialmente homologada, segundo a qual as custas em dívida a juízo serão suportadas a meias, incumbe ao autor que já suportou integralmente a taxa de justiça inicial a seu cargo garantir ainda o pagamento de metade do remanescente da taxa de justiça, ainda em dívida, com o ónus de subsequentemente reaver tal quantia do réu, a título de custas de parte.

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