2013-04-05
Faro: hoje, Diogo Infante interpreta uma peça teatral no Auditório Pedro Ruivo
Estas são personagens que “podemos encontrar atualmente em muitas cidades ocidentais, apresentadas de forma caleidoscópica num confronto direto com o público, onde tabus e o absurdo de uma certa modernidade são expostos”, refere a produção da peça.
A apatia generalizada, a ausência e/ou a contradição dos discursos, a ganância, a violência, o sexo, as drogas, a religião, a banalidade do quotidiano, e a procura de sentidos para a vida, são temas visados pelas suas personagens.
Todas usam o artifício do discurso direto para desabafar as suas frustrações e o público pode facilmente reconhecê-las ou identificar-se com elas.»
2012-09-21
Hoje, sexta-feira, no Teatro das Figuras, em Faro...
"Nesta peça, o ator metamorfoseia-se em oito personagens distintas, que podemos encontrar atualmente em muitas cidades ocidentais. A apatia generalizada, a ausência e/ou a contradição dos discursos, a ganância, a violência, o sexo, as drogas, a religião, a banalidade do quotidiano e a procura de sentidos para a vida são temas visados pelas suas personagens", explicou fonte da produção.
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2012-08-29
Este sábado, teatro em Tavira
A companhia de teatro estabelecida em Londres, em 2011, pela atriz portuguesa Sofia Marques e a encenadora norueguesa Marianne Lorentzen, apresenta em Tavira uma peça sobre duas jovens “que balançam entre sonho e realidade, amizade e rivalidade, divertimento e finanças, razão e paixão”.
Alzira e Fatinha vieram de Portugal para Londres realizar o seus sonhos. Alzira quer tornar-se uma grande estrela do fado internacional e Fatinha é uma atriz à procura de teatro alternativo e de trabalho. “À medida que as coisas nao correm tão bem como esperavam, vêem-se a servir às mesas e a cantar fado para uma clientela sem entusiasmos numa tasca portuguesa em Dalston.”
A peça, apresentada em português e inglês, conta com interpretação de Sofia Marques e Sara Cipriano, acompanhadas pelos músicos Ricardo Martins (guitarra portuguesa) e Aníbal Vinhas (viola de fado).
Etiquetas: Clube de Tavira, Tavira, teatro
2012-07-09
Teatro: Vítor Correia interpretou "Tabacaria" de Álvaro de Campos
(9 de Julho, às 22 horas, em Tavira)
Tabacaria
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
"O que verdadeiramente Campos faz, quando escreve em verso, é escrever prosa ritmada com pausas maiores marcadas em certos pontos, para fins rítmicos, e esses pontos determina-os ele pelos fins dos versos."
Nos primeiros versos (Não sou nada/ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada), já se percebe a descrença presente em relação a si mesmo e ao longo do poema em relação a tudo. O Eu-poético sabe que só o que possui são sonhos: "(...) tenho em mim todos os sonhos do mundo.(...).)
Fotografia: Jorge M. Langweg
Etiquetas: Álvaro de Campos, Armação do Artista, Tabacaria, Tavira, teatro, Vítor Correia
2012-02-11
Faro: mais teatro
FUGA
Teatro das Figuras
Etiquetas: teatro
2012-02-02
Faro: este sábado, os comediantes sobem ao palco do Auditório Pedro Ruivo e o Teatro das Figuras recebe «The Gift»
2012-01-20
Tavira: leitura encenada na Biblioteca Municipal
A atualidade do humor de Gogol faz desta peça um clássico da sátira universal.
Sob a direção artística de Vítor Correia, compõem o elenco os atores: António Costa, Cristina Felício, Isabel Costa, Joaquim Neto, Luís Peixoto, Manuel Soares, Mário Rosário, Vitor Cardeira, Vitor Correia, Miggy Pop, Pedro Jubilot e Teodorico.
Comentário (sábado, dia 21 de Janeiro, de manhã):
Etiquetas: Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, Tavira, teatro
2011-07-13
Mais teatro em Tavira

Companhia: Bash Street, da Inglaterra;
Local: Praça da República em Tavira;
Datas: 13 (quarta-feira) e 14 (quinta-feira)
- NB: espectáculos diferentes -
Hora: 22 horas
A companhia Bash Street tem vindo a adquirir reputação com os seus espectáculos, que combinam o teatro físico, artes circenses, acrobacias e filme mudo com música ao vivo e tem conseguido sempre cativar o seu público, dos mais novos aos mais velhos, com o seu estilo único de teatro circense, percorrendo os principais festivais internacionais. (Fonte: Região Sul)
Elenco: Simon e Jojo (os co-fundadores), o comediante, acrobata e malabarista Russell Hurd, a cantora, compositora e multi-instrumentista Julian Gaskell e a responsável pelo desenho dos figurinos e cenários Helen Tiley.
Comentário:
primeiro espectáculo, esta quarta-feira, pude constatar a excelência da caracterização, do guarda-roupa e do acompanhamento musical ao vivo (piano), o desempenho francamente bom dos actores/acrobatas e a originalidade da encenação, numa ambiência «filme mudo» muito bem conseguida.Etiquetas: 7º Festival Internacional de Teatro de Rua, Tavira, teatro
2010-08-20
Teatro do século II
15000 lugares sentados
Etiquetas: Anatólia, Aspendos, Fotografia, teatro, Turquia
2010-07-06
Tavira: programação de espectáculos na rua, na biblioteca e no Convento de São Francisco

Agakuke e a Filha do Sol (conto tradicional do Peru)
Dia 06 de Julho, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, 11h00
Teatro de actores e marionetas. Agakuke e os seus amigos vivem uma história extraordinária repleta de enigmas e magias ancestrais, a caminho, na cordilheira dos Andes, no Peru, em direcção à misteriosa cidade sagrada de Machu Picchu…
Corpo de Hoje (Portugal)
“Abotoa-me”
Dia 06 de Julho, Praça da República, 22h00
Somos peças de roupa que se prendem como botões a quem amamos. Os botões são corações que querem ficar presos, ligados, unidos entre si, numa só pessoa. A mesma peça de roupa, tecido sem fim.
Teatro ao Largo (Portugal)
Guerras do Alecrim e Manjerona
Dia 07 de Julho, Largo do Palácio da Galeria, 22h00
Escrito, em 1737, como ópera para ser representada por marionetas, a obra-prima de António José da Silva foi adaptada pelo Teatro ao Largo, com um enredo em torno das tentativas de dois jovens amantes para conquistarem os corações (e mesmo a casa) de duas irmãs. A peça critica de forma divertida vários aspectos da sociedade.
ACTA (Portugal)
Insustentável Leveza
Dia 08 de Julho, Praça da República, 22h00
Insustentável Leveza é um projecto de teatro/ dança que tem como pano de fundo o Fado. O Fado é sentimento(s): esta é a premissa que será tomada como ponto de partida para a coreografia.
António Fontinha (Portugal)
Contos Tradicionais Portugueses
Dias 08 e 09 de Julho, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, 11h00
António Fontinha é um contador profissional. Abandonou o teatro e passou a dedicar todo o seu tempo e atenção a uma actividade que em Portugal era completamente nova: contar histórias.
La Industrial Teatrera (Espanha)
“Vermelha”
Dia 09 de Julho, Praça da República, 22h00
“Vermelho” é um trabalho de palhaços, terno e encantador, bem trabalhado ao nível de actores, cenografia e iluminação, criando um espaço intimista em que os espectadores contactam de perto com os actores. Apesar das peripécias desastrosas, acabam sempre por transmitir uma mensagem de optimismo, amor e alegria.
David Moreno (Espanha)
“Floten Tecles”
Dia 10 de Julho, Praça da República, 22h00
Um espectáculo musical, teatral e cinematográfico carregado e poesia e humor. David Moreno toca o seu piano, percussão e canta suspenso na vertical a mais de seis metros de altura.
Armação do Artista (Portugal)
“Santos da casa não fazem milagres”
Dias 11 e 12 de Julho, Convento de São Francisco, 22h00
Espectáculo baseado em textos poéticos de autores nacionais, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Mário de Sá Carneiro, Mário Césarini, entre outros, com interpretação do actor Vítor Correia, envolvido em ambientes sonoros e visuais.
The Slampampers (Holanda)
“We come in Peace”
Dia 13 de Julho, Praça da República, 22h00
Este trio composto por Mr. Muggin’ Buzz Base, Dr. Alban Juve e Mr. Lonny Love. A sua música combina doo-woop e jump & jive com passagens pelo rap.
PIA- Projectos de Intervenção Artística (Portugal)
“Humanum Fatum”
Dia 14 de Julho, Praça da República, 22h00
Uma viagem por entre memórias de uma terra que encontra a sua identidade com a chegada da máquina a vapor…
La Salamandre (França)
“Passage- Variations sur la flamme”
Dia 15 de Julho, Praça da República, 22h00
2010-05-21
Teatro em Tavira

O texto dramático "A Cova dos Ladrões" aborda as problemáticas actuais da vivência jovem semi-marginal urbana, onde se dão fenómenos como os da violência e os da discriminação, da falta de comunicação nas famílias urbanas e do processo de crescimento pessoal e social próprios da adolescência.
Sábado, dia 22 de Maio - 21:30
Cine-Teatro António Pinheiro
Tavira
Texto: Luís Campião
Encenação: Paulo Moreira
Intérpretes: Bruno Martins, César Matoso, Elisabete Martins, Ian Martins, Liliana Vidal, Pedro Mendes, Wilson Benedito e Renato Coimbra
Desenho e Operação de Luz: Octávio Oliveira; Desenho e Operação de Som: Pedro Leote Mendes
Assistência Técnica: Pedro Pedras; Produção Executiva: Elisabete Martins;
Divulgação: Cristina Braga; Secretariado: António Marques;
Fonte: ACTA
Etiquetas: ACTA, Tavira, teatro
2008-05-12
Teatro: uma justa homenagem

Quem teve o privilégio de presenciar uma interpretação da Actriz no teatro, apercebeu-se, certamente, da fabulosa dimensão humana, técnica e artística desta Senhora.
Parabéns.
Etiquetas: Eunice Muñoz, teatro
2007-10-22
Stabat Mater

No passado sábado, dia 20 de Outubro, assisti à peça Stabat Mater, superiormente interpretada pela actriz Maria João Luís (interpretação que mereceu, inclusivamente, o Prémio da Crítica 2006 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro).
A obra constitui o primeiro texto teatral escrito pelo autor italiano Antonio Tarantino, cuja formação em artes plásticas encontra expressão significativa na força cromática da linguagem do guião.
A peça não é, de facto, o hino católico do século XIII, revelando, antes, uma Stabat Mater (Estava a mãe) dolorosa do século XX: Maria, ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade, à procura do filho desaparecido.
Num texto onde os actos se sucedem, em linguagem ácida e crua da Mater, que evolui em hipérboles sucessivas, marcadas por súbitas mudanças de cadência e intensidade, o autor revela perspectivas corrosivas de uma certa sociedade corrompida e falsa, onde apenas subsiste, como genuíno, o amor de uma mãe.
Uma peça de interpretação difícil - e sobretudo exigente -, superiormente interpretada pela actriz Maria João Luís, que apenas merece aplauso.
Contudo, julgo pertinentes os seguintes reparos:
a) o texto, excessivamente caracterizado por referências italianas, deveria ter merecido uma adaptação portuguesa com referências à realidade lusa, na medida em que a actriz, ao interpretar o papel, "transpirava a sua alma lisboeta por todos os poros"...;
b) os anéis que brilhavam nas mãos da actriz não eram adequados à personagem;
Esta peça poderá ser vista:
Em Loulé (Convento de Santo António) a 3 de Novembro de 2007
No Teatro das Beiras (Covilhã) a 24 de Novembro de 2007
No Centro de Artes do Espectáculo (Portalegre) a 30 de Novembro de 2007
No Teatro Municipal (Bragança) a 18 de Janeiro de 2008
Etiquetas: Antonio Tarantino, Artistas Unidos, Stabat Mater, teatro
2007-06-30
Miss Daisy

Teatro Municipal de Faro, ontem, a partir das 22 horas:
Eunice Muñoz (Miss Daisy Werthan), Thiago Justino (motorista Hoke Coleburn) e Guilherme Filipe (Boolie Werthan), em três papéis principais verdadeiramente notáveis, interpretados com segurança, mereceram bem a ovação final do público, de pé, que aplaudiu intensamente.
Uma peça que emociona o público, levado a reflectir sobre a vida, as relações sociais, as relações humanas, a família e o envelhecimento.
A grandeza e o efémero do género humano.
Imperdível, para quem gosta de bom teatro.
Hoje à noite, a partir das 22 horas, há mais uma sessão.
Recomenda-se a escolha, se possível, por um dos lugares dianteiros, porque a profundidade do palco dificulta a audição, na segunda plateia, dos diálogos mantidos no automóvel (ainda bem que eu estava na segunda fila!).
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2007-05-25
Macbeth? Lagarto, Lagarto, Lagarto...

MACBETH
«Com João Lagarto e Valerie Braddell nos papéis principais, Macbeth é uma tragédia sobre a ambição, o poder, o bem e o mal, é um retrato de um homem cujo declínio faz dele vítima de si próprio e vitimizador de todos os que se lhe opõem.
A sua verdadeira tragédia é a incapacidade do protagonista voltar atrás, refazer o seu percurso e consciente desta incapacidade, submerge a honra até que o seu fim sangrento o liberta na morte.
A acção decorre na Escócia: Macbeth regressa de uma batalha, vitorioso, a casa e três bruxas fazem-lhe revelações proféticas que despertam a sua ambição. Encorajado pela mulher, Lady Macbeth, o general mata o rei e lança-se numa cruzada sangrenta até à sua morte.
A história de Macbeth é intemporal, é uma análise política de um golpe de estado e as suas consequências: os efeitos psicológicos e desintegração da personalidade quando entregue às forças malignas, sem esperança de redenção. Mas Macbeth é também um thriller com um desenrolar rápido, intenso, cheio de humor e vulnerabilidade no meio da brutalidade e forças do sobrenatural.»
Ficha técnica e artística:
Texto: William Shakespeare
Encenação: Bruno Bravo
Tradução e adaptação: Fernando Villas-Boas
Cenografia: Stephane Alberto
Figurinos: Paulo Mosqueteiro
Música: Sérgio Delgado
Desenho de Luz: José Manuel Rodrigues
Co-Produção: INATEL, Teatro da Trindade e Produções Teatrais Próspero 2007
Comentário:
Assisti à peça, na quarta-feira passada, à noite, no Teatro Municipal de Faro.
Depois de ter presenciado, há pouco tempo, no mesmo Teatro Municipal e do mesmo autor, uma excelente versão de Hamlet, fiquei bastante desiludido com esta interpretação da peça «Macbeth».
De tragédia... só ficou a intenção (será que havia?).
Os actores debitavam os textos a grande velocidade, as «bruxas» eram oráculos com voz em falsete - num registo próprio de teatro amador para crianças -, a cena final, que deveria ser trágica... provocou risada no público.
Lagarto, Lagarto, Lagarto... (não, este actor não teve qualquer intervenção na cena final... nesta apenas se encontrava uma réplica da sua cabeça).
Nota positiva apenas atribuiria a um ou outro momento da interpretação de João Lagarto - mas que não conseguiu manter, a meu ver, uma coerência e consistência interpretativa ao longo da peça -, à cenografia, aos figurinos e ao desenho de luz.
Espero que apenas tenha sido uma noite menos inspirada da companhia...
Etiquetas: Macbeth, teatro, Teatro Municipal de Faro
2007-04-28
A crise dos 40

"La Curva De La Felicidad", o título original de "A Crise dos 40", de Eduardo Galán e Pedro Gómez, é uma comédia sobre a crise masculina dos 40 anos e dos homens divorciados. As inseguranças, os medos, os conflitos que marcam a fronteira dos 40 são abordados nesta peça, numa perspectiva cómica.
Começando com cerca de meia hora de atraso - devido, certamente, à falta de pontualidade de muitos espectadores, que chegaram atrasados -, a comédia valeu pelo desempenho dos actores, que foi melhorando à medida que o espectáculo decorria.
Os actores revelaram prazer na sua actuação e aproveitaram para acrescentar algumas frases ao guião, com referências repetidas ao tema «licenciatura na Independente», à rivalidade entre Olhão e Faro e ao «Calor da Noite» - esta última passou, aparentemente, despercebida à maior parte do público -.
Uma noite agradável de teatro, em que o público saíu satisfeito.
Hoje à noite, à mesma hora, a peça regressa ao mesmo palco.
Etiquetas: teatro
2007-04-27
Teatro

Hoje, a partir das 21h30m, há teatro em Faro,
com a peça «Crise dos 40»,
no palco do auditório da Fundação Pedro Ruivo.
| Elenco: Almeno Gonçalves, António Melo, Joaquim Nicolau e Fernando Ferrão |
Autores Eduardo Galán e Pedro Gómez
Tradução Marta Mendonça
Versão Cénica e Encenação Celso Cleto
Cenografia Carlos Barradas e Sola do Sapato
Figurinos Sola do Sapato
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Design e Imagem Global Formiga Luminosa
Fotografia de Cartaz Pedro Rodrigues
Direcção de Produção Nuno Sampaio
Direcção de Comunicação Maria João Alves
Produção e Promoção no Mundial Maria João Alves e Solange Pinto
Assistência de Produção Joana Pinto e Castro e Andreia Carneiro
Responsável Técnico Guilherme Bautzer
Operadores de Luz e Som Guilherme Bautzer, Carlos Bispo, Sérgio Brilha e Tiago Vicente
Produção Sola do Sapato e MCent
Etiquetas: teatro
2007-04-19
Teatro para juízes e auditores de justiça

DÚVIDA, de John Patrick Shanley.
Encenação: Ana Luísa Guimarães; música original: Bernardo Sassetti; Interpretação: Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo.
1964. Uma igreja e escola católicas. Bronx, Nova York. Um Padre é suspeito de assediar sexualmente uma criança de 12 anos. A Madre Superiora acusa-o. O Padre reclama a sua inocência. Será ele culpado ou inocente? O que fazemos quando não temos a certeza? Como vivemos com a ambiguidade, a incerteza, a contradição? Temos coragem de viver com a Dúvida? Somos capazes de aceitar a dor que a Dúvida e a sabedoria exigem?
A seguir à peça de teatro realiza-se uma mesa redonda de debate sobre o tema "Dúvida e Certeza", com a participação dos actores Eunice Muñoz e Diogo Infante e dos convidados Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro Jubilado e Vogal do Conselho Superior da Magistratura e Rui do Carmo, Procurador do Tribunal de Família de Coimbra e Director da Revista do Ministério Público.
A A.S.J.P. convida Juízes e Auditores de Justiça a irem ao teatro.
Preço especial para associados, auditores de justiça e acompanhantes (€ 7,5) desde que se proceda ao levantamento do bilhete com 24H de antecedência. Com vista a garantir lugar sugere-se prévia "inscrição" junto da A.S.J.P. (tel. 217816180).
Etiquetas: teatro, Teatro Maria Matos
2007-03-27
Dia Internacional do Teatro

No «Dia Internacional do Teatro», sugere-se uma visita ao Museu Nacional do Teatro.
Etiquetas: Dia Internacional do Teatro, Museus, teatro
2007-03-04
Ser... ou não ser... eis a questão
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de William Shakespeare Tradução André Gago Fotografia: Teatro Municipal de Faro Comentário: Assisti ontem a uma peça de teatro que se confunde com a própria história do teatro, muito bem interpretada por três gerações de actores portugueses em palco, sendo ainda dignos de registo a encenação e o cenário. A excelência do teatro mostrado conseguiu compensar o desconforto das cadeiras do Teatro Municipal de Faro, claramente não concebidas para espectáculos com mais de três horas de duração. O teatro português está bem vivo e recomenda-se, através da companhia de «Teatro Instável», fundada em Maio de 2004. Post scriptum com um sorriso: De futuro, deveriam ter mais cuidado na escolha das «espadas» - uma das quais partiu na cena do duelo, interpretada de uma forma mais... entusiástica... -. | |||||||||
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