2013-10-01
Dia Mundial da Música celebrado com concerto em Faro
Teatro Municipal de Faro
(Teatro das Figuras)
Hoje, dia 1 de Outubro, pelas 21h30m
Ficha artística e técnica:
Orquestra Clássica da Academia
Maestro: Armando Mota
Solistas: João Rosa e Elena Tsouranova
Concertino: João Pedro Cunha
A cidade de Faro tem a oportunidade de escutar pela primeira vez, o Concerto Dinâmico para dois Pianos e Orquestra de Bernardo Sassetti, obra encomendada pela Academia de Música de Lagos em 2006 a impulso do maestro Armando Mota, no âmbito do Apoio Sustentado às Artes e Espetáculos, estrutura financiada pelo então Instituto das Artes/Ministério da Cultura.
Orquestra Clássica da Academia
Maestro: Armando Mota
Solistas: João Rosa e Elena Tsouranova
Concertino: João Pedro Cunha
A cidade de Faro tem a oportunidade de escutar pela primeira vez, o Concerto Dinâmico para dois Pianos e Orquestra de Bernardo Sassetti, obra encomendada pela Academia de Música de Lagos em 2006 a impulso do maestro Armando Mota, no âmbito do Apoio Sustentado às Artes e Espetáculos, estrutura financiada pelo então Instituto das Artes/Ministério da Cultura.
Trata-se do único concerto para dois pianos e orquestra que o compositor escreveu.
Duração: aproximadamente 75 minutos, com intervalo
Classificação etária: maiores de 6 anos
Preço: € 10,00, maiores de 65 e estudantes € 5,00
Produção: Academia de Música de Lagos
Classificação etária: maiores de 6 anos
Preço: € 10,00, maiores de 65 e estudantes € 5,00
Produção: Academia de Música de Lagos
Etiquetas: Bernardo Sassetti, concerto, Faro, Teatro das Figuras
2007-08-23
Jazz português... universal

Serve esta postagem para realçar a qualidade do novo projecto «In Loko» integrado pelos seguintes músicos:
- Carlos Barretto — Contrabaixo
- Mário Delgado — Guitarra eléctrica
- José Salgueiro — Bateria e percussão
- João Moreira — Trompete
- Bernardo Sassetti — Piano Fender Rhodes
- (Hugo Menezes — Percussão) - (postagem original)
CORRECÇÃO: O percussionista foi Sebastian Scheriff, a quem peço desculpa pelo lapso, que resultou de informação errada que me foi disponibilizada sobre o elenco dos instrumentistas. Agradeço-lhe, ainda, a gentileza da correcção, que fez o favor de incluir no «comentário» da postagem.
O grupo formado por estes instrumentistas produziu um concerto memorável, ontem à noite, num espaço anexo ao Convento do Carmo, em Tavira, que se revelou pequeno por força da forte afluência de público, que esgotou a capacidade do recinto.
Breve crítica ao espectáculo:
O sexteto apresentou um jazz de fusão muito interessante, sendo apreensível uma vontade de desenvolver, em padrões harmónicos e rítmicos actuais - formando uma sonoridade inovadora, de natureza electroacústica - a linguagem jazzística de Miles Davis. O projecto musical funde essa linguagem, de forma original, com estruturas rítmicas do rock, funk e reggae.
Enfim: o sexteto procura trilhar um caminho próprio, num projecto que se revela profundamente renovador e, sobretudo, inovador. Nestes termos, quatro dos instrumentistas utilizaram processamento electrónico do som, em tempo real.
Quanto ao desempenho individual dos intérpretes, o mesmo esteve à altura das ambições do grupo:
Carlos Barreto: ainda recordo, com agrado, o uso eficaz o reverb (eco) electrónico do contrabaixo, tendo utilizado o arco em exercícios de percussão nas cordas do instrumento - assim, em vez dos «normais» legatos - percutia as notas em staccato, multiplicadas pelo efeito do eco -;
Bernardo Sassetti: um instrumentista de formação (base) clássica, que até parece ter crescido, enquanto músico, em ensembles de jazz, tendo por referência a facilidade e excelência da «conversa» do seu piano eléctrico Fender Rhodes com os outros instrumentos;
Mário Delgado: claramente um seguidor da linguagem estilística de Hendrix, que também se evidenciou pelo uso do processamento electrónico do som, em tempo real;
João Moreira: trompetista muitíssimo competente, que incorpora no sexteto a alma de Miles Davis; memoráveis dos seus diversos solos;
José Salgueiro: revelou-se como baterista (e percussionista) muito seguro - mesmo quando deixou cair uma baqueta - tendo interpretado com evidente facilidade e prazer as várias expressões rítmicas na sua bateria Premier, sendo ainda digno de nota o solo de bateria e percussão por si interpretado juntamente com o percussionista Hugo Menezes;
Hugo Menezes: percussionista de alma (musical) latina, que foi simplesmente genial e rigoroso na selecção e manuseio de mais de uma dúzia de instrumentos que percutiu, soprou e... volteou;
Apesar de dar corpo a um projecto inovador, o sexteto exibe-se de acordo com os padrões jazzísticos clássicos, com os inevitáveis - e desejados - solos dos diversos instrumentistas, preenchidos por (apenas aparente) improvisação, enquanto os demais músicos têm compassos de espera.
O público presente homenageou os músicos com fortes ovações, que regressaram para mais um encore, também ele, memorável.
Com o projecto «In Loko», o jazz português progride, encontrando novas sonoridades compostas e interpretadas por uns verdadeiros «globetrotters» do jazz português.
Parabéns.
Breve crítica ao espectáculo:
O sexteto apresentou um jazz de fusão muito interessante, sendo apreensível uma vontade de desenvolver, em padrões harmónicos e rítmicos actuais - formando uma sonoridade inovadora, de natureza electroacústica - a linguagem jazzística de Miles Davis. O projecto musical funde essa linguagem, de forma original, com estruturas rítmicas do rock, funk e reggae.
Enfim: o sexteto procura trilhar um caminho próprio, num projecto que se revela profundamente renovador e, sobretudo, inovador. Nestes termos, quatro dos instrumentistas utilizaram processamento electrónico do som, em tempo real.
Quanto ao desempenho individual dos intérpretes, o mesmo esteve à altura das ambições do grupo:
Carlos Barreto: ainda recordo, com agrado, o uso eficaz o reverb (eco) electrónico do contrabaixo, tendo utilizado o arco em exercícios de percussão nas cordas do instrumento - assim, em vez dos «normais» legatos - percutia as notas em staccato, multiplicadas pelo efeito do eco -;
Bernardo Sassetti: um instrumentista de formação (base) clássica, que até parece ter crescido, enquanto músico, em ensembles de jazz, tendo por referência a facilidade e excelência da «conversa» do seu piano eléctrico Fender Rhodes com os outros instrumentos;
Mário Delgado: claramente um seguidor da linguagem estilística de Hendrix, que também se evidenciou pelo uso do processamento electrónico do som, em tempo real;
João Moreira: trompetista muitíssimo competente, que incorpora no sexteto a alma de Miles Davis; memoráveis dos seus diversos solos;
José Salgueiro: revelou-se como baterista (e percussionista) muito seguro - mesmo quando deixou cair uma baqueta - tendo interpretado com evidente facilidade e prazer as várias expressões rítmicas na sua bateria Premier, sendo ainda digno de nota o solo de bateria e percussão por si interpretado juntamente com o percussionista Hugo Menezes;
Hugo Menezes: percussionista de alma (musical) latina, que foi simplesmente genial e rigoroso na selecção e manuseio de mais de uma dúzia de instrumentos que percutiu, soprou e... volteou;
CORRECÇÃO: O percussionista foi Sebastian Scheriff, a quem peço desculpa pelo lapso, que resultou de informação errada que me foi disponibilizada sobre o elenco dos instrumentistas. As aoreciações anteriores, atribuídas a Hugo Menezes são, assim, pertinentes a Sebastian Sheriff. Agradeço-lhe, ainda, a gentileza da correcção, que fez o favor de incluir no «comentário» da postagem.
Apesar de dar corpo a um projecto inovador, o sexteto exibe-se de acordo com os padrões jazzísticos clássicos, com os inevitáveis - e desejados - solos dos diversos instrumentistas, preenchidos por (apenas aparente) improvisação, enquanto os demais músicos têm compassos de espera.
O público presente homenageou os músicos com fortes ovações, que regressaram para mais um encore, também ele, memorável.
Com o projecto «In Loko», o jazz português progride, encontrando novas sonoridades compostas e interpretadas por uns verdadeiros «globetrotters» do jazz português.
Parabéns.
Etiquetas: Bernardo Sassetti, Carlos Barreto, Hugo Menezes, In Loko, Jazz, João Moreira, José Salgueiro, Mário Delgado, Tavira
