2010-10-05
Vícios e virtudes da III República
1. A República constitui uma forma de organização do Estado que corresponde de forma mais fiel às expectativas de uma população composta de Cidadãos livres, esclarecidos e defensores da igualdade de todos perante a Lei e o Estado. Porém, quando os cidadãos não são esclarecidos e o poder político é controlado por oligarquias partidárias quase estanques à meritocracia, o sucesso do regime fica em perigo e compromete aqueles legítimos desideratos.
2. Embora num registo diferente, quase fotográfico, começando por visar determinado político (recentemente incumbido, a nível partidário, de pensar e de produzir obra referente à nossa Constituição republicana), o Professor Doutor Jorge Bacelar Gouveia acaba por formular nesta postagem uma imagem lúcida, oportuna e profundamente crítica do estado do nosso país político, ou melhor, do nosso establishment:
"(...) Agora isto não quer dizer que a nossa República - esta III República - não tenha muitos males diretamente associados ao espírito monárquico que ainda domina parte da classe política e que agora eu conheço melhor.
O que mais me impressiona em muitos é ver como se comportam com total impunidade, considerando que a Lei e o Direito não os atingem, pelo facto de exercerem altos cargos públicos. Ao contrário: quem exerce estas funções, deve ser o primeiro a servir o interesse nacional e a não prevalecer-se das mordomias dessas mesmas funções.
Mas há outro aspeto muito negativo e que domina as relações políticas: o desejo de perpetuidade no poder (...)".
3. Enquanto parlamentar consciente desta realidade, o ilustre legislador e constitucionalista certamente encontrará soluções para aperfeiçoar o regime.
Os cidadãos esclarecidos, mencionados no início desta postagem, aguardam e exigem a solução que depende não só de um dos poderes de soberania, mas de toda uma sociedade. Resta saber se a sociedade, no seu todo, está pronta e motivada a intervir.
3. Enquanto parlamentar consciente desta realidade, o ilustre legislador e constitucionalista certamente encontrará soluções para aperfeiçoar o regime.
Os cidadãos esclarecidos, mencionados no início desta postagem, aguardam e exigem a solução que depende não só de um dos poderes de soberania, mas de toda uma sociedade. Resta saber se a sociedade, no seu todo, está pronta e motivada a intervir.
Etiquetas: 5 de Outubro, III República, Jorge Bacelar Gouveia, Portugal, reforma da justiça
Comments:
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S´posso corroborar as palavras tão justas e assertivas do Ex.mo Sr. Juiz ( com JOTA GRANDE ) João Landweg.
Porém, gostava de acrescentar algo mais. Vivemos em sociedade para vivificar e multiplicar as nossas virtudes e sob o peso de um Estado para corrgir os nossos vícios. O Estado de Direito ainda não está, inteiramente, implantado em Portugal. As licenturas do IP 5 ( Manngualde do PSD ) e as licenciaturas da Independente ( esta do PS ) criaram um conjunto de parasitas licenciados sem formação ética ou moral de qualquer espécie; quanto à formação intelectual ou cultural anda pelo zero; falta-lhes ainda formação cívica. São estas ervas daninhas que minam os fundamentos de quaquer Estado de Direito e a própria democracia. Democracia é respeito pelos outros e pela causa publica. Tenhamos presente, neste momento, a acção do Vara, do João Rendeiro, do ex-Ministro do Trabalho do PSD,do Rui Pedro Soares, de meia dúzia de protegidos do regime...e banqueiros. Lambremo-nos aqui do Paulo Teixeira Pinto ( reformado do BCP com 37.000 euros/mês ) do Jardim Gonçalves, do Armando Vara, do Jorge Coelho, do Carlos Lage, etc. etc. etc. Democracia é respeito, responsabilidade e igualdade. Como é possível defender isto hoje? Rouba-se, espatifa-se, falsifica-se... e nada acontece!
É nests clima de impunidade e de incerteza; é nesta situação de profunda desigualdade e de pobreza ao lado da opulência injustificada que germina a revolta e a inssurreição...e, hoje, diz-se: " quem nos dera cá o Salazar! "
É preocupante este estado de coisas.
Hoje, vemos soldados por todo o lado, guardas prisionais, stands de automóveis, advogados a pulular por aí como cogumelos, mediadores imobiliários... Surgem actividade parasitárias e dispensáveis. Não há uma estratégia para qualquer dos sectores da actividade comercial e industrial e agrícola ou ligada ao mar...
Não há nada de positivo, a não a possibilidade de falarmos!
Mas parece que já temos mesmo memdo de falar, apesar de termso um partido que se diz socialista no poder! o que é isto?
Não criamos ainda ou não temos ainda o cidadão democrata que é um cidadão trabalhador, honesto, competente, tolerante, culto, generoso, preocupado,justo e equilibrado, progressista, humano, atento aos sinais de injustiça que giram à sua volta.
Porém, gostava de acrescentar algo mais. Vivemos em sociedade para vivificar e multiplicar as nossas virtudes e sob o peso de um Estado para corrgir os nossos vícios. O Estado de Direito ainda não está, inteiramente, implantado em Portugal. As licenturas do IP 5 ( Manngualde do PSD ) e as licenciaturas da Independente ( esta do PS ) criaram um conjunto de parasitas licenciados sem formação ética ou moral de qualquer espécie; quanto à formação intelectual ou cultural anda pelo zero; falta-lhes ainda formação cívica. São estas ervas daninhas que minam os fundamentos de quaquer Estado de Direito e a própria democracia. Democracia é respeito pelos outros e pela causa publica. Tenhamos presente, neste momento, a acção do Vara, do João Rendeiro, do ex-Ministro do Trabalho do PSD,do Rui Pedro Soares, de meia dúzia de protegidos do regime...e banqueiros. Lambremo-nos aqui do Paulo Teixeira Pinto ( reformado do BCP com 37.000 euros/mês ) do Jardim Gonçalves, do Armando Vara, do Jorge Coelho, do Carlos Lage, etc. etc. etc. Democracia é respeito, responsabilidade e igualdade. Como é possível defender isto hoje? Rouba-se, espatifa-se, falsifica-se... e nada acontece!
É nests clima de impunidade e de incerteza; é nesta situação de profunda desigualdade e de pobreza ao lado da opulência injustificada que germina a revolta e a inssurreição...e, hoje, diz-se: " quem nos dera cá o Salazar! "
É preocupante este estado de coisas.
Hoje, vemos soldados por todo o lado, guardas prisionais, stands de automóveis, advogados a pulular por aí como cogumelos, mediadores imobiliários... Surgem actividade parasitárias e dispensáveis. Não há uma estratégia para qualquer dos sectores da actividade comercial e industrial e agrícola ou ligada ao mar...
Não há nada de positivo, a não a possibilidade de falarmos!
Mas parece que já temos mesmo memdo de falar, apesar de termso um partido que se diz socialista no poder! o que é isto?
Não criamos ainda ou não temos ainda o cidadão democrata que é um cidadão trabalhador, honesto, competente, tolerante, culto, generoso, preocupado,justo e equilibrado, progressista, humano, atento aos sinais de injustiça que giram à sua volta.
Dr. Tomás Borges;
Distinto Advogado
uma das consequências de tanta barafunda é que se torna difícil distinguir os cidadãos íntegros, podendo confundir-se estes com os parasitas e os parasitas com os cidadãos-modelo.
Todos acabam a perder nesta confusão e isso, também, é fonte de injustiças e de atraso do nosso país, avesso à verdadeira "meritocracia" e ao desenvolvimento económico, cultural e social sustentável e baseado no trabalho e na ética.
Por isso, a atitude mais prudente - e justa - será olharmos para dentro do "eu"e tudo fazermos para, no dia-a-dia, tentarmos ser cada vez melhores, de acordo com o ideário ambicionado, atrás referido.
Termino, cumprimentando-o com cordialidade.
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Distinto Advogado
uma das consequências de tanta barafunda é que se torna difícil distinguir os cidadãos íntegros, podendo confundir-se estes com os parasitas e os parasitas com os cidadãos-modelo.
Todos acabam a perder nesta confusão e isso, também, é fonte de injustiças e de atraso do nosso país, avesso à verdadeira "meritocracia" e ao desenvolvimento económico, cultural e social sustentável e baseado no trabalho e na ética.
Por isso, a atitude mais prudente - e justa - será olharmos para dentro do "eu"e tudo fazermos para, no dia-a-dia, tentarmos ser cada vez melhores, de acordo com o ideário ambicionado, atrás referido.
Termino, cumprimentando-o com cordialidade.
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