2008-12-23

 

Munições para as forças de segurança?...




A esta hora já terá sido inaugurada
a carreira de tiro em Ponte de Lima - a primeira das sete (além de Ponte de Lima, Águeda, Castelo Branco, Évora, Portalegre, Macedo de Cavaleiros e Guarda) destinadas ao treino das forças de segurança e que estarão em funcionamento até ao final do ano, segundo noticiado aqui -.


De acordo com a Estratégia de Segurança - aprovada em Março passado pelo Ministério da Administração Interna -, os agentes terão treino de armas de fogo uma vez por semana, além de um reforço da sua formação táctico-policial.


Fonte da notícia: Público
Fonte da imagem: Jornal «Soberania do Povo»



Trata-se, a meu ver, de uma medida importante - e pacífica - para a segurança pública e a qualidade da actividade policial em resposta às solicitações cada vez mais exigentes do quotidiano.

Só espero que tenham aumentado o orçamento para munições (até agora muito limitado)... senão, a «Estratégia» ficará pelas intenções...

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Na primeira parte da formação os agentes trabalham com as armas, para se certificarem que todas estavam descarregadas, uma medida de segurança fundamental para evitar qualquer tipo de acidente. Segue-se o treino a seco, isto é sem munições, nem carregadores, para garantir que não há disparo acidentais. Só depois se passa à prática de tiro propriamente dita dentro do veículo apropriado, devidamente equipado para evitar acidentes com as armas.

Estas sessões estão integradas num plano de formação e certificação implementado na Polícia este ano, a título experimental, mas que vai passar a efectivo a partir do ano que vem. Pretende-se que cada elemento seja certificado para o uso da arma de que dispõe, pelo que cada agente terá de frequentar três sessões, duas de formação e uma de avaliação, com componente teórica e prática (manuseamento seguro, desmontagem e tiro prático). Em cada exercício os agentes fazem 26 disparos reais. O planeamento das sessões é feito de acordo com o efectivo dos comandos, cada sessão demora entre 30 a 35 minutos por atirador, pelo que dá uma média de 20 elementos a praticar num dia.Quem tiver aproveitamento ficará com certificação.

Actualmente a PSP dispõe de duas carreiras de tiro móvel, que percorrem os seis distritos que não têm ainda uma fixa, como acontece no distrito de Bragança, cuja estrutura permanente está prevista para o concelho de Macedo de Cavaleiros.

Os veículos existem desde 2000, antes de serem adquiridos a prática deste exercício era feito pelos comandos em estruturas de outras forças de segurança, mas tratava-se de um complemento. Anteriormente só havia uma sessão de formação por ano, “se o agente não pudesse participar acabava por não receber instrução de tiro, mas isso tem vindo a diminuir.
Só quem não está dentro do sistema pode crer em treinos semanais, bom seria que tal se executasse, pelo menos, mensalmente. Não é de crer, pois como refere, as munições são caras e curiosamente, mais as de cal. 7,65mm do que as de 9mm.
 
Muito obrigado pelos esclarecimentos muito pertinentes.

Mais uma vez,infelizmente, regista-se uma diferença abissal entre os anúncios públicos e a realidade, com prejuízo, neste caso, para a credibilidade das instituições democráticas.

A qualidade da democracia e do exercício das funções políticas depende do nível de instrução e de informação da população em geral.

Como os media têm conteúdos informativos cada vez mais (auto)limitados, os blogues de informação - através da partilha interactiva de saberes e de opiniões em ambiente livre - contribuem, de forma relevante, para o esclarecimento público.

Muito obrigado, Exmo. «Anónimo», pelo seu contributo.
 
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