2010-12-22

 

Custo médio da droga em Portugal


Esta notícia interessa, designadamente, no âmbito da justiça penal:

«(...) a heroína foi comercializada em Portugal, ao longo do ano de 2009, a preços mais elevados do que os registados no ano anterior. O preço médio desta droga foi de 36,62 euros o grama, quando um ano antes era de 33,25 euros.


Os dados da Polícia Judiciária e do Instituto da Droga e da Toxicodependência referem que a droga mais cara vendida em Portugal é, desde 2005, a cocaína. No ano passado o grama custou em média 47,44 euros, enquanto um ano antes era vendido a 45,56 euros.

O haxixe terá sido a única droga cujo preço de comercialização nas ruas terá decrescido, passando de 3,28 euros o grama em 2008 para 2,99 euros registados no ano transacto.

A liamba atingiu um preço recorde desde que existem estimativas policiais sobre os preços de venda de drogas na rua. No ano passado, o preço do grama desta droga chegou aos 6,22 euros, quando em 2008 custava apenas 5,09 euros.

Em relação ao ecstasy não foi possível apurar um preço médio de venda nas ruas. Sabe-se, no entanto, que um comprimido custava 5,27 euros em 2003 e que no ano passado a unidade era comercializada por apenas 2,80 euros.»

Fonte: José Bento Amaro/Público


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Comments:
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(Continuação)
A droga destrói, transforma literalmente seres humanos em trapos velhos - isto sempre se disse; informação sempre existiu - lembro-me de, aos 12 anos, ter lido o «Perguntem à Alice» e, mais tarde, no Goethe, já com 21, «Os filhos da Droga»...
Informação sempre houve, em maior ou menor escala; hoje, mais do que nunca, toda a informação é disponibilizada por diversos meios e, nomeadamente, nas escolas.
Não obstante, o problema persiste; a droga é um flagelo da sociedade actual, que urge combater com veemência! Por vezes, parece-me uma luta inglória...
Como é possível que aqui bem perto [num quintal velho, atrás da Eremida de S. Sebastião], assim que anoitece, se dê um autêntico corropio de gente de diferentes gerações [dos 15 aos 51!!!...] para usar os limões que outrora pertenceram à D. Dulce...?!...
Como é possível que, tendo eu comunicado isto a um agente da P.S.P., ele... se tenha limitado a pregar os olhos no chão e fazer de conta que não estava a perceber?!...
Facilmente se percebe que não é fácil; que os tubarões nunca são apanhados; que, muitas vezes, os polícias vêem os seus esforços gorados pela máquina judiciária, que nem sempre ajuda...
Mas, simplesmente ignorar?...
Temerão retaliações?...
É complicado...
Hoje em dia faz-se irradiação da informação junto dos mais jovens; mas isso não chega; há que trabalhar a AUTO-ESTIMA, para que as pessoas aprendam a dizer naturalmente NÃO, sem que sintam problemas com a sua socialização; só assim se poderão minimizar as probabilidades de um jovem embarcar numa coisa destas...
O problema da auto-estima, do acompanhamento por parte dos pais, da percepção minuciosa das angústias dos jovens... é um problema que atravessa todos estratos sociais, sem excepção...
[o Tozé tinha tudo, em termos de equipamentos... e prendas, que os pais lhe ofereciam, obviamente para compensar a falta de tempo que tinham para lhe dar...]
Relendo o texto, parece-me um pouco longo; mas, atendendo à problemática em questão, solicito a V. Exa se digne ter a generosidade de o ler... e dele retirar as ilações que considerar convenientes.
Grata pela atenção.
 
Muito obrigado pelo seu contributo importante.

De facto, o custo da droga em Portugal, como no resto do mundo, não pode ser avaliado a peso.

Os custos sociais e humanos são imensos... e são pagos mesmo na nossa cidade.

O legislador classificou o consumo de estupefaciente como mera contraordenação e as prioridades da acção policial incidem sobre o tráfico e não sobre o mero consumo.

O fomento da auto-estima e da integração social operam milagres no combate ao consumo da droga e à delinquência juvenil.

As famílias e a sociedade têm de assegurar formas de integração e de motivação dos jovens. Isso deve ser discutido a nível familiar, de bairro, de freguesia, de concelho, de região e de país.

Ao nível do tráfico de estupefacientes internacional e intercontinental, a costa do Algarve tem desempenhado um papel crescente, aliás indiciado pelas apreensões de toneladas de estupefacientes descarregados nesta região.

Todos os anos, muitos desses traficantes são condenados nos nossos tribunais, o que é desconhecido da generalidade da população.

Os "donos" da droga, porém, só são responsabilizados, normalmente, em sequência de acções de cooperação internacional, envolvendo autoridades de diversos países.

Saibamos, todos, desempenhar o nosso papel nesta sociedade.

Só assim haverá progressos, também, nesta área.
 
A pedido da autora (Maria Oliveira), eliminei um comentário, inserindo o que segue - tendo substituído os nomes, conforme solicitado:

Na faculdade, um dos colegas mais talentosos que tive não chegou a terminar o curso... Só ao fim de dois anos é que percebi qual era o problema do XXXXXX [filho de (…) da Póvoa] e fiquei a conhecer os motivos das suas longas ausências...
Num dia em que regressávamos do Botânico, no 78, ele devia estar sob o efeito de qualquer coisa e contou uma história que me deixou atónita... [um percurso de delinquência, com diversas vertentes, que se arrastava desde os seus 16 anos...]
Estava agarrado ao 'cavalo'...
Tinha já feito várias tentativas de desintoxicação... sem sucesso...
Chocante! Desconcertante! Marcante!...
Mais tarde, vi-me novamente confrontada com esta realidade, através do YYYY, um explicando, tb com 16 anos; mais uma vez, só o detectei quase a meio do ano. Ele tremia um pouco das mãos, por vezes embargava-se-lhe a voz, tinha um ar sonolento, os olhos avermelhados e inchados, mas apresentava-se impecavelmente vestido e era muito educado; tb era muito cumpridor.
Um dia, o YYYY chegou lá a casa um pouco alterado; tinha-se enervado com o motorista do autocarro, que, ao sair da postura, se recusou a abrir a porta a uma velhinha, que batia no vidro. Ele ter-se-á levantado e maltratado o motorista: "é que nós, quando estamos assim, dizemos tudo o que pensamos" - disse-me, enquanto exibia uma expressão facial que para mim era estranha, e tremia por todos os lados...
Nesse dia não trabalhámos.
Contou-me como entrou no mundo da droga: começou a tomar umas pastilhas, que lhe eram passadas por um primo da Foz, depois foi passando para coisas sucessivamente mais pesadas...[era sinal de prestígio no grupo, que exercia pressão nesse sentido]; naquele momento já consumia heroína...
No final do 2º Período, YYYY e um grupo de amigos foram apanhados a injectarem-se todos com a mesma seringa, debaixo de uma grande copa de árvore...
Prisão... etc... tentativas de recuperação... etc...
[não vou contar os detalhes de uma história sórdida, dolorosa... e que não teve o melhor fim]...
 
Ilustre doutor,

Queira aceitar o meu sentido reconhecimento, pelo cuidado e atenção de V. Exa ao meu pedido de rectificação do comentário supra.

Muito obrigada.

Mª Oliveira
 
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