2012-05-23
Estado perde maior parte dos litígios com os contribuintes
"(...) o CSTAF revela que desde Janeiro deste ano - data em que as equipas especiais de juízes exigidas pela ‘troika' começaram a trabalhar - foram proferidas 200 sentenças (equivalentes a 647 milhões de euros). No entanto, só 109 decisões transitaram em julgado, dando por finalizado o conflito fiscal que opõe Estado e grandes empresas ou grupos de empresas, que são os litigantes nestes processos de valor superior a um milhão.
Mas se os processos parados diminuíram na primeira instância
(...), o reverso está a acontecer no Supremo Tribunal
Administrativo (STA), que, por efeito dos recursos, está a ficar
entupido, com uma subida de 57% nas pendências.
O Económico questionou o Ministério da Justiça sobre a percentagem de
acções ganhas pelo Estado e que valor terá sido recuperado, mas não
obteve resposta até ao fecho desta edição. No entanto, Paula Teixeira da
Cruz já disse anteriormente que, em Portugal, segundo relatórios
fiscais, a tendência é que o Estado perca 60% ou mais dos litígios com
os contribuintes. A seguir esta tendência, dos 294 milhões resolvidos em
definitivo (dos outros pode haver ainda recurso), o Estado receberia
pouco mais de 130 milhões.
Fonte: Diário Económico
Etiquetas: contribuintes, equipas especiais de juízes, justiça tributária, Tribunais Administrativos e Fiscais, troika
2011-07-18
10.000 milhões em processos tributários

Os tribunais Administrativos e fiscais (TAF) têm pendentes 59 mil processos, dos quais 46.500 são da área tributária. A estes últimos corresponde um valor de 10 mil milhões de euros, o equivalente a 5,8% do PIB.
Em entrevista à Antena 1, transmitido no programa de informação “Este Sábado”, Lúcio Barbosa, presidente do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, considerou que se trata de “uma pendência brutal”, que abrange tanto os tribunais de primeira instância, como os de círculo. Só no Supremo Tribunal Administrativo é que “a situação está controlada”.
Em entrevista à Antena 1, transmitido no programa de informação “Este Sábado”, Lúcio Barbosa, presidente do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, considerou que se trata de “uma pendência brutal”, que abrange tanto os tribunais de primeira instância, como os de círculo. Só no Supremo Tribunal Administrativo é que “a situação está controlada”.
Fonte: Jornal de Negócios
Etiquetas: justiça tributária, processos tributários, Tribunais Administrativos e Fiscais