2009-07-27
Economia portuguesa não suporta grandes projectos de obras públicas

Abel Mateus defende também que a opção é melhorar a manutenção dos pavimentos em vez de construir estradas paralelas e considera que o futuro passa por sectores de actividade mais dinâmicos como o Turismo, estabelece mesmo uma comparação com aquilo que chama de receita de Barack Obama nos EUA: a aposta na descentralização do investimento.
O antigo presidente da Autoridade da Concorrência afirma que o próximo Governo vai herdar uma situação económica sem paralelo na história portuguesa e bastante séria, de acordo com os cálculos da Comissão Europeia.
Mesmo assim, o professor também antigo conselheiro do Banco de Portugal, não defende uma subida de impostos, alegando que o aumento da carga fiscal ou dilatava a recessão ou matava a recuperação, mas defende a manutenção do controlo da despesa do Estado e a continuação de reformas estruturais em sectores como a justiça.
Etiquetas: Abel Mateus, economia portuguesa, investimento público, reforma da justiça
2008-05-18
Justiça ou TGV?

Diário de Notícias:
Se fosse hoje ministro das Finanças, aconselharia o Governo a trocar o TGV por uma boa reforma da justiça?
Luís Campos e Cunha:
Claro. E há, provavelmente, alguns outros investimentos na área ferroviária que seriam importantes, por exemplo, uma boa ligação de mercadorias com [o porto de] Sines, que pode ser uma porta de entrada para a Europa.
Etiquetas: administração de justiça, investimento público
2007-07-30
(Má) Gestão de recursos públicos

O novo Hospital Central do Algarve deverá estar pronto em Maio de 2012 e o actual Hospital de Faro vai ser reconvertido numa Unidade de cuidados continuados para idosos, anunciou hoje, em Faro, o ministro da Saúde. Notícia completa aqui.
Comentário:
A construção de um novo Hospital Central do Algarve só peca por ser tardia. A capacidade de resposta dos dois hospitais públicos algarvios nunca foi satisfatória, não só porque a sua capacidade de resposta, em termos quantitativos, nunca foi a desejável - serviços de urgência, consultas externas, blocos operatórios, et alia...-, mas, sobretudo, porque faltam especialidades que implicam a deslocação de muitos doentes do Algarve para Lisboa, por falta de certos cuidados médicos especializados.
«Com uma área total de 46.500 m2, o complexo hospitalar é composto por um bloco principal, orientado a Sul, com 8 pisos, divididos em áreas poente e nascente. Nele estão situados todos os Serviços de Internamento, com 442 camas de adultos, 50 pediátricas e 40 berços para recém-nascidos.
Num outro edifício do complexo hospitalar encontram-se instalados a Administração e os restantes serviços administrativos.
No âmbito do tratamento das doenças cardiovasculares o Hospital encontra-se apetrechado com uma moderna Unidade de Hemodinâmica e uma Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).
Recentemente, e em reforço das competências na área da saúde materno-infantil, o Centro de Diagnóstico Pré–Natal foi dotado de novas instalações e equipamentos.
As Consultas Externas estão localizadas num outro edifício, que se encontra a funcionar desde 2004 em disposição paralela à do edifício principal, permitindo o estudo e seguimento dos doentes referenciados pelos Centros de Saúde, pelos Serviços do Internamento e também pelo Serviço de Urgência. No topo do mesmo está situado um heliporto para dar resposta aos casos emergentes.
Fonte:H.D.F.
Etiquetas: Faculdade de Medicina do Algarve, Hospital Distrital de Faro, investimento público