2006-06-10
10 de Junho

Digno de registo o discurso presidencial, do qual destaco o seguinte:
«Neste dia 10 de Junho quero interpelar directamente os Portugueses, todos e cada um, exortando-os a reflectir sobre o que desejam e o que se dispõem a fazer pelo seu País.
Entre os Portugueses de ontem e os Portugueses de amanhã, que papel está reservado aos Portugueses de hoje?
Na vida pessoal, na família, no trabalho, no comportamento cívico, na atitude para com os outros, no pleno aproveitamento dos recursos de que dispomos, temos estado à altura das nossas responsabilidades e das gerações que nos precederam?
(...)
Desejamos um Portugal com recursos humanos mais qualificados, com empresas mais competitivas, com serviços públicos de qualidade.
Precisamos de um sistema de justiça eficiente e acessível, a que os cidadãos possam recorrer com confiança na celeridade e eficácia das decisões.
(...)
Ser independente é ser responsável.
E a responsabilidade implica ter uma noção clara e exigente dos direitos, mas também dos deveres, colectivos e individuais, sem o que a exigência e as críticas não serão respeitadas como devem ser.
É, por isso, necessário fazer o balanço não só do que gostaríamos de ver feito mas também do modo como a acção de cada um pode contribuir para que o resultado colectivo nos contente.»
Ao ouvir o discurso de S. Excelência, o Presidente da República, identifiquei-me, de imediato, com a sua mensagem.
Na minha área profissional, aponto o exemplo da iniciativa «Tribunal XXI», como resposta positiva da sociedade civil ao repto presidencial: uma justiça mais rápida, económica e eficiente, oferecida aos decisores políticos.
Para reflectir.